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Vídeo de Nikolas Ferreira sobre Pix ultrapassa 32 milhões de visualizações em 12 horas

Vídeo de Nikolas Ferreira sobre Pix ultrapassa 32 milhões de visualizações em 12 horas

 

Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais voltou a ganhar grande repercussão ao criticar as regras de monitoramento do Pix adotadas pelo governo federal. A gravação ultrapassou 32 milhões de visualizações em pouco mais de 12 horas no Instagram, segundo dados da própria plataforma, tornando-se um dos conteúdos políticos mais assistidos do dia.

No vídeo, divulgado na terça-feira (13), o parlamentar retoma críticas feitas em janeiro de 2025, quando uma gravação anterior sua sobre o Pix viralizou e levou o governo a revogar uma instrução normativa que ampliava a fiscalização de transferências acima de R$ 5 mil feitas por pessoas físicas.

Nikolas afirma que, apesar do recuo à época, o governo teria retomado o monitoramento por meio de uma nova norma publicada em agosto de 2025, agora com outro formato e discurso. “O que eles revogaram depois que nosso vídeo viralizou, eles trouxeram de volta escondido em outra norma”, diz o deputado na gravação, que rapidamente se espalhou pelas redes.

O parlamentar sustenta que a medida, apresentada oficialmente como forma de combater o crime organizado, a lavagem de dinheiro e fraudes, afeta trabalhadores informais e autônomos. No vídeo, ele cita feirantes, manicures, motoboys e ambulantes, afirmando que movimentações mensais acima de R$ 5 mil pelo Pix, caso não coincidam com o que foi declarado no Imposto de Renda, podem levar o contribuinte à malha fina.

A repercussão ocorre em meio à vigência da Instrução Normativa RFB nº 2.278, publicada pela Receita Federal em 28 de agosto, que obriga fintechs e instituições de pagamento a fornecerem informações financeiras ao Fisco, nos mesmos moldes exigidos dos bancos tradicionais. A norma determina o envio de dados sobre saldos e movimentações acima de R$ 2 mil para pessoas físicas e R$ 6 mil para pessoas jurídicas por meio do sistema e-Financeira.

Na época da publicação da norma, a Receita Federal afirmou que o objetivo era reforçar o combate à evasão fiscal, às fraudes e à lavagem de dinheiro, especialmente após operações da Polícia Federal que apontaram o uso de plataformas digitais por organizações criminosas, como o PCC, para movimentar recursos ilícitos.

Apesar disso, Nikolas sustenta no vídeo — que rapidamente viralizou — que não se trata de criação de um novo imposto, mas de uma ampliação do monitoramento das movimentações financeiras, o que, segundo ele, pode gerar impactos diretos sobre milhões de brasileiros que utilizam o Pix como principal meio de pagamento.



GAzeta Brasil 

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