Petro afirma que eleição devia ser anulada por ingerência de Trump

Petro afirma que eleição devia ser anulada por ingerência de Trump

 Presidente dos EUA declarou apoio ao candidato vencedor, Abelardo de la Espriella

                                      Gustavo Petro, presidente da Colômbia Foto: EFE/Presidencia de Colombia

          

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs na noite desta terça-feira (23) uma tese de que as eleições nas quais seu sucessor foi escolhido, vencidas pelo candidato de direita Abelardo de la Espriella, segundo a contagem preliminar, deveriam ser anuladas pela suposta interferência de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump.

– As eleições na Colômbia deveriam ser nulas por ingerência estrangeira segundo nossa Constituição e o direito internacional com confissão pública e expressa do presidente dos EUA – afirmou Petro em uma extensa mensagem de 4.125 palavras publicada em sequência na rede social X.

Segundo a pré-contagem, e na ausência dos resultados oficiais definitivos, De la Espriella venceu o segundo turno com 49,66% dos votos, contra 48,7% do candidato esquerdista Iván Cepeda, do Pacto Histórico, o partido de Petro.

Nesse sentido, o presidente norte-americano qualificou nesta segunda-feira (22) De la Espriella como “um bom homem” e afirmou que é “uma honra” para ele que tenha vencido após sua manifestação pública de apoio.

– Quando alguém como eu agrada a uma pessoa, eu gosto dessa pessoa. É muito simples, é uma fórmula simples. Ele ganhou uma eleição na Colômbia que, não sei, surpreendeu alguns porque estava um pouco mais atrás, mas ganhou com facilidade ontem à noite – disse Trump ao explicar seu apoio, acrescentando.

Petro, por sua vez, afirmou que a “intervenção direta do presidente Donald Trump anula as eleições na Colômbia, se atendermos aos tratados internacionais que amparam as nações, incluindo a ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos).

No entanto, o mandatário colombiano, em sua enigmática mensagem, destacou:

– Admiro Donald Trump, admiro sobretudo a força de manter em cada americano a ideia da liberdade e por isso Washington deu a Bolívar uma mecha de seu cabelo, mecha que ele levou em seu peito até a morte.

Petro ressaltou ainda que a Colômbia ficou dividida ao meio após as eleições e afirmou:

– Começará a transição e minha retirada e talvez a resistência pacífica – assinalou.

De la Espriella, por sua vez, pediu no último domingo (21) a Petro e Cepeda que respeitem o resultado das eleições e se abstenham de promover mobilizações ou atos de violência enquanto avança a apuração oficial.

O conservador, que obteve 12,9 milhões de votos contra os 12,7 milhões de Cepeda, sustentou que foi eleito “sob o mesmo sistema que há quatro anos elegeu quem hoje é o inquilino da Casa de Nariño”, sede do governo colombiano, e garantiu que desconhecer o resultado equivaleria a desafiar milhões de eleitores.

*EFE

Pleno.News

da redação FM

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