A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. A área faz parte da chamada Margem Equatorial, nova fronteira de exploração de petróleo e gás no litoral brasileiro. A perfuração ocorre em águas ultraprofundas, a cerca de 2,9 quilômetros de profundidade.
A estatal já havia encontrado indícios de petróleo no mesmo poço em agosto. Agora, ao avançar a perfuração para estratos mais profundos, identificou uma nova zona com presença do hidrocarboneto, confirmada por análises de rochas e amostras de fluidos.
Apesar do avanço, a descoberta não significa, por si só, o início da extração. A Petrobras precisará realizar estudos laboratoriais adicionais para determinar o volume total existente na área e avaliar a viabilidade comercial da exploração.
“A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da região e fornecerá informações fundamentais para a avaliação da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”, afirmou a empresa em comunicado. No caso da descoberta anterior de agosto, as análises já comprovaram que o petróleo encontrado é de boa qualidade.
Estratégia de longo prazo e debate ambiental
A exploração no poço Morpho, situado a cerca de 175 quilômetros da costa de Oiapoque (AP), é estratégica para a companhia. Com o pico de produção do pré-sal previsto para o período entre 2034 e 2035, a busca por novas fronteiras serve para repor as reservas futuras de energia do país.
No entanto, o avanço na Margem Equatorial enfrenta rigoroso debate ambiental. Cientistas e ONGs alertam para os riscos aos ecossistemas locais, como recifes e manguezais, e para o impacto na pesca artesanal. Por isso, a exploração segue condicionada às análises técnicas e ao licenciamento ambiental do Ibama, que atualmente autoriza a perfuração do poço Morpho, enquanto etapas futuras aguardam liberação.
Gazeta Brasil
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