Terapeuta familiar destaca que a sexualidade na união conjugal deve ser vivenciada dentro dos princípios bíblicos como parte de uma relação equilibrada
Por Patricia Scott
A intimidade sexual integra a construção de um casamento saudável. Segundo a perspectiva bíblica, períodos de abstinência entre marido e mulher devem ser temporários, acordados mutuamente e, principalmente, voltados a momentos de dedicação à oração e ao jejum (1 Co 7:5). Nesse contexto, a sexualidade não é apresentada como um aspecto secundário da relação, mas como parte da vida conjugal.
É justamente sob essa perspectiva que o pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar e idealizador do SOS Casamento Curado, destaca a importância da vida sexual no casamento. Para ele, embora existam circunstâncias que possam levar um casal a interromper temporariamente a intimidade, a sexualidade integra a dinâmica natural da união entre marido e mulher.
“A Bíblia coloca o sexo como uma necessidade tão vital quanto tomar água, dormir, ir ao banheiro e se alimentar”, afirma o pastor. Na avaliação dele, a intimidade sexual não deve ser tratada como um aspecto irrelevante do relacionamento, especialmente quando ambos estão em boas condições físicas e emocionais.
Gonçalves reconhece, no entanto, que diferentes situações podem interferir na vida íntima. Problemas de saúde, questões emocionais ou outras circunstâncias específicas podem fazer com que o casal passe por períodos sem relações sexuais. “Existem situações que obrigam o casal a ficar um período sem praticar o ato sexual”, pondera.
Ainda assim, o terapeuta familiar considera que a Bíblia apresenta a sexualidade como parte importante da aliança conjugal. Ele cita o texto de Provérbios 5:15 — “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço” — para ilustrar a importância da intimidade dentro do casamento.
Na interpretação do pastor, a passagem reforça a ideia de que marido e mulher devem encontrar no próprio relacionamento a satisfação de suas necessidades afetivas e sexuais. “Assim como eu preciso beber água todos os dias para continuar vivendo, o casal deve também praticar o ato sexual, se tudo estiver normal”, explica.
A recomendação, segundo Gonçalves, considera também o impacto que a ausência prolongada de intimidade pode ter sobre o bem-estar do casal. “Estou falando de saúde física, de saúde mental”, ressalta.
Por isso, quando não existem impedimentos relacionados à saúde ou a outras circunstâncias específicas, o pastor defende que os cônjuges valorizem a vida sexual como parte da construção de uma relação equilibrada. “É necessário, é imprescindível, é importante que o casal tenha uma vida sexual ativa, frequente e abençoada por Deus”, conclui.
Comunhão
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