Entenda a resistência crescente dos cristãos à convicção e arrependimento
Muitos cristãos desejam as bênçãos de Deus, mas poucos aceitam Sua correção. Essa foi a mensagem central do rabino Kirt Schneider durante um recente ensinamento sobre o tabernáculo, no qual ele desafiou os fiéis a enfrentarem o que chamou de uma resistência crescente à convicção, ao arrependimento e à disciplina espiritual.
Baseando-se na bacia de bronze descrita no livro de Êxodo, Schneider explicou que os crentes modernos frequentemente evitam o exame doloroso de si mesmos, necessário para a verdadeira transformação.
“Precisamos estar atentos ao que está acontecendo em nosso coração”, afirmou Schneider. “Quais são os impulsos que surgem do nosso interior? Como estamos nos relacionando com o mundo ao nosso redor? Ficamos facilmente frustrados? E quando nos frustramos, ficamos com raiva. E quando sentimos raiva, passamos a odiar, julgar ou condenar as pessoas.”
A lição do lavatório de bronze e o papel do Espírito Santo
Schneider explicou que o lavatório de bronze, onde os sacerdotes de Israel se lavavam antes de entrar na presença de Deus, era feito de um material especial que funcionava como um espelho. Esse detalhe carrega uma mensagem profética para os cristãos atuais.
“Para que usamos um espelho? Para vermos nossa aparência”, disse Schneider. “O lavatório de bronze representa a purificação.”
Assim como os sacerdotes olhavam seu reflexo na bacia cheia de água, os crentes hoje devem permitir que o Espírito Santo revele áreas de pecado, egoísmo e fraqueza espiritual em suas vidas.
“Se você e eu queremos ser purificados, precisamos nos ver pelos olhos do Espírito”, enfatizou.
Durante toda a mensagem, Schneider alertou contra um cristianismo confortável, que evita a responsabilidade e o serviço ao próximo. Ele compartilhou histórias pessoais de convicção, admitindo que até mesmo atividades espirituais podem se tornar desculpas para escapar dos compromissos que Deus coloca diante de nós.
“Às vezes o Senhor diz: ‘Não, isso é pecado para você querer ficar apenas aí porque ama tanto a Minha Palavra, enquanto Eu estou colocando algo diante de você que peço que faça’”, disse Schneider. “Levante-se do sofá, vá passar tempo com seus netos, vá passar tempo com sua esposa.”
Ele comparou os cristãos a soldados que precisam abandonar o conforto para cumprir sua missão.
“Precisamos ter a mentalidade de um soldado”, afirmou. “Eles sabem que estão ali para cumprir uma tarefa, não para buscar conforto no mundo.”
Schneider também alertou que muitos cristãos ouvem a Deus seletivamente, acolhendo a palavra de encorajamento, mas ignorando a convicção.
“O Espírito está falando, mas como Ele nos aborda sobre algo que nos incomoda, ou somos preguiçosos para agir, ou porque obedecer a Sua voz nos tira da zona de conforto, me pergunto quantos de nós O silenciamos e paramos de ouvir”, disse ele.
Convicção: disciplina que gera transformação
Apesar do alerta firme, Schneider destacou que a convicção não é condenação, mas parte do processo de transformação que Deus deseja realizar em cada cristão.
“A disciplina é algo bom. É uma bênção”, explicou. “Ela nos permite crescer, arrepender, mudar.”
Para concluir, ele exortou os fiéis a escolherem a santidade em vez do conforto, permitindo que o Espírito Santo refine continuamente seus corações.
“Ao cooperarmos com Deus seguindo o padrão do tabernáculo, nos tornaremos puros e veremos cada vez mais o Seu rosto”, finalizou Schneider. (Com informações de James Lasher – Mycharisma)
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