Iniciativa integra setor à Nova Indústria Brasil, prevê linhas de crédito facilitadas e aposta na exportação de produções nacionais como estratégia econômica.
© Rovena Rosa/Agência Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou, nesta segunda-feira (25), a criação do Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro. A medida coloca o setor, que representa 0,6% do PIB nacional e supera a indústria automotiva em geração de empregos, como pilar estratégico para o desenvolvimento econômico do país. O plano será oficializado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo sábado (30), durante evento no Rio de Janeiro.
O programa insere a cadeia produtiva audiovisual no escopo da Nova Indústria Brasil (NIB), viabilizando o acesso a subsídios, empréstimos com juros reduzidos e incentivos tributários. A gestão do crédito será articulada junto a agentes financeiros públicos, como BNDES, Finep, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Segundo o MDIC, a cada 10 milhões de reais produzidos pelo setor, o impacto na economia nacional chega a 12 milhões de reais, evidenciando o efeito multiplicador da atividade.
Estratégia de exportação e modelos globais
Inspirado por políticas bem-sucedidas de países como Coreia do Sul, Índia e China, o programa foca na internacionalização do conteúdo brasileiro. A meta é elevar o audiovisual ao status de indústria de ponta, capaz de alavancar não apenas a exportação de filmes e séries, mas toda uma cadeia de consumo atrelada à imagem do país, como moda e turismo. Representantes do setor, como a Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual (Fica), destacam que a medida representa a construção de uma política de Estado perene.
O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, reforçou que o engajamento coletivo é essencial para que a indústria brasileira ganhe escala e inovação no mercado global. A expectativa é que, com financiamento estruturado e apoio à exportação, o Brasil consiga projetar suas narrativas e saberes de maneira competitiva, superando as lacunas históricas de financiamento que limitavam o alcance internacional da produção nacional.
Por Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM

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