Países estão localizados no chamado Círculo de Fogo do Pacífico
No Japão, o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo informou que o terremoto atingiu a costa leste da ilha de Honshu. O epicentro foi localizado na província de Iwate, a 50 quilômetros de profundidade. As autoridades descartaram risco de tsunami.
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Pela escala sísmica japonesa, o tremor alcançou intensidade superior a 6 na província de Aomori, nível que dificulta a locomoção das pessoas. Também não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares de Onagawa e Higashidori.
Nos Estados Unidos, um terremoto de magnitude 5,6 atingiu uma área rural da Califórnia na quarta (24). De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foi o maior tremor registrado na região desde 1940.
O epicentro ficou a oito quilômetros de profundidade e a cerca de 12 quilômetros da cidade de Willits. Houve relatos de feridos, mas nenhuma morte foi confirmada. Além disso, seis cidades registraram interrupções no fornecimento de energia, afetando mais de 6 mil moradores.
A Rússia também registrou um tremor de terra de magnitude 5. O epicentro ocorreu no Golfo de Kronotsky, a aproximadamente 161 quilômetros de Petropavlovsk-Kamchatsky, a 15 quilômetros de profundidade, segundo informações do serviço geofísico da Academia Russa de Ciências.
Já a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 entre a tarde e a noite de quarta, seguidos por cerca de 20 réplicas. Em comunicado divulgado pela emissora estatal Telesur, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência.
As áreas mais afetadas foram Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guaira. O governo também suspendeu as aulas e convocou profissionais da saúde para atuar na resposta ao desastre.
CÍRCULO DE FOGO DO PACÍFICO
Os terremotos registrados na Venezuela, nos Estados Unidos e no Japão voltaram a chamar atenção para regiões sujeitas a intensa atividade geológica. Os EUA e o Japão fazem parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, enquanto a Península de Kamchatka, na Rússia, também integra essa faixa de alta atividade sísmica.
A região se estende por cerca de 40 mil quilômetros ao redor do Oceano Pacífico, passando pela costa oeste das Américas, Alasca, Japão, Sudeste Asiático e Nova Zelândia. O nome é uma referência à grande concentração de vulcões e terremotos na área.
Cerca de 90% dos terremotos do planeta e 75% dos vulcões ativos estão localizados nessa faixa geológica. O fenômeno ocorre porque a região reúne importantes limites entre placas tectônicas, que estão em constante movimento.
Quando essas placas colidem ou deslizam umas sobre as outras, a energia acumulada é liberada em forma de terremotos. Em alguns casos, o processo também favorece a formação de magma, responsável pela atividade vulcânica.
No Japão, várias placas tectônicas se encontram em uma das áreas mais complexas do mundo, o que explica a frequência dos tremores. Já na Califórnia, a Falha de San Andreas é uma das estruturas geológicas mais conhecidas, responsável por diversos terremotos ao longo da história.
Na América do Sul, a interação entre as placas de Nazca e Sul-Americana formou a Cordilheira dos Andes e mantém elevada a atividade sísmica ao longo das costas do Chile e do Peru.
PLeno NEws
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