Guerra no Irã paralisa negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, afirma Kremlin

Guerra no Irã paralisa negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, afirma Kremlin

 Donald Trump expressa decepção com a falta de avanços no conflito europeu; Moscou aguarda que Washington retome foco diplomático para nova rodada de conversas.

                                                                    © Reuters/Nina Liashonok/Proibida reprodução


O Kremlin informou, nesta quinta-feira (19), que as negociações entre Washington, Moscou e Kiev para encerrar a guerra na Ucrânia entraram em uma fase de pausa. O motivo central da interrupção é o início do conflito armado no Irã, que deslocou as atenções e os esforços diplomáticos das potências globais para o Oriente Médio. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, classificou a situação como uma “pausa situacional por razões óbvias” e afirmou que a Rússia espera o retorno dos parceiros norte-americanos à mesa assim que a atenção de Washington puder ser novamente dedicada aos assuntos ucranianos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assumiu o compromisso de encerrar a guerra na Ucrânia em seu retorno à Casa Branca, manifestou publicamente que os esforços para resolver o embate têm sido uma de suas maiores decepções. Apesar do otimismo inicial de sua gestão, as negociações em Abu Dhabi e Genebra realizadas este ano não conseguiram aproximar as partes, especialmente devido à exigência russa de que a Ucrânia ceda o controle total da região de Donetsk, condição que Kiev rejeita categoricamente.

Segundo reportagem do jornal Izvestia, o Kremlin acredita que o novo cenário de guerra no Oriente Médio pode, eventualmente, forçar a Ucrânia a aceitar um compromisso para encerrar as hostilidades. Enquanto as negociações de paz seguem paralisadas, Moscou confirmou que as conversas sobre cooperação econômica e investimentos com os Estados Unidos, lideradas pelo enviado Kirill Dmitriev, continuarão ocorrendo de forma independente ao processo diplomático de cessar-fogo.

Por Guy Faulconbridge e Dmitry Antonov - Repórteres da Reuters - 20

da redação FM

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem