Motorista afirma que prestou socorro imediato, acionou o Samu e que a vítima recusou atendimento médico no local antes de ir embora.
O motorista envolvido na colisão com a motociclista Marinete Moreira Ferreira, de 40 anos, ocorrida na manhã desta quinta-feira, no cruzamento das Ruas União com Francisco Barbosa, no bairro JK, em Porto Velho, entrou em contato com a redação do jornal eletrônico News Rondônia para apresentar sua versão sobre o caso.
Segundo o relato do condutor, o fato aconteceu por volta das 7 horas da manhã, no momento em que ele se dirigia ao trabalho. De acordo com a versão apresentada, ele sinalizou com a seta para realizar uma conversão à direita, momento em que a motociclista emparelhou do mesmo lado. O motorista afirmou que tentou evitar a batida, mas não houve tempo hábil. Ele explicou que a vítima não colidiu diretamente contra a lataria principal do automóvel, mas acabou escorregando com a moto e atingindo a parte inferior da longarina, o que causou apenas danos leves no veículo.
Após a queda, o condutor relatou que encostou o carro no lado esquerdo da via e desceu imediatamente para prestar auxílio à motociclista. Um motorista de aplicativo que passava pelo local também parou para ajudar. Segundo o relato, os dois levantaram a moto e a mulher conseguiu se levantar sozinha, batendo a poeira das roupas. Naquele momento, segundo o motorista, ela não apresentava sinais visíveis de ferimentos graves ou sangramentos.
O condutor afirmou que o motorista de aplicativo sugeriu que ele levasse a vítima em seu próprio carro, mas ele recusou a alternativa por receio de responsabilidade civil em caso de agravamento do estado de saúde dela, avaliando que o procedimento correto seria aguardar a equipe de resgate. A pedido do popular, ele próprio ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo número 192.
Durante a ligação, conforme o relato, o atendente do Samu questionou se a vítima havia fraturado algum membro. Para tirar a dúvida, o motorista de aplicativo pediu que a mulher movimentasse braços e pernas, o que foi feito sem indícios aparentes de fraturas. No entanto, segundo o motorista do carro, a motociclista não queria ir para o hospital, manifestando o desejo de ir embora para casa.
O condutor relatou que colocou a chamada do Samu no viva-voz para que a mulher pudesse conversar diretamente com a atendente e ouvir a orientação. O motorista afirmou que, como a mulher aparentava estar bem, ele também decidiu seguir seu caminho para o trabalho.
O motorista declarou que só tomou conhecimento do desfecho trágico cerca de duas horas depois, quando conhecidos começaram a lhe enviar mensagens pelas redes sociais e pelo WhatsApp com a notícia do falecimento. Ele afirmou ter ficado profundamente chocado e triste com a morte da motociclista, mas enfatizou que não teve culpa na dinâmica do acidente e que a situação poderia ter ocorrido com qualquer motorista. Por fim, o condutor reforçou que permaneceu no local prestando socorro e que não fugiu após a colisão, rechaçando boatos sobre omissão de socorro.
https://x.com/newsrondonia_/status/2087913287534924081?s=20
Por: Francisco Rodrigo
Postar um comentário