Após 21 anos, chefe do PCC será julgado por morte de policial

Após 21 anos, chefe do PCC será julgado por morte de policial

                                          Júri popular foi marcado para maio de 2027


Marco Camacho, o Marcola Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo definiu as datas de 11, 12 e 13 de maio de 2027 para o julgamento de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, de 58 anos. O líder do grupo narcoterrorista Primeiro Comando da Capital (PCC) responderá pela morte de um policial militar e pela tentativa de homicídio de outro no município de Jundiaí (SP).

A acusação aponta que as ordens partiram de Marcola durante a violenta onda de ataques contra as forças de segurança do Estado no mês de maio de 2006. A ação criminosa foi uma clara retaliação após a transferência e o isolamento de 765 presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) um dia antes do Dia das Mães.

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O policial militar Nelson Pinto, de 44 anos, foi executado com um tiro na cabeça exatos 21 anos antes da data agendada para o júri, no dia 12 de maio de 2006. Já o colega PM Marcelo Henrique dos Santos Moraes, que também estava em patrulhamento, sobreviveu mesmo após ser atingido por oito disparos.

O caso envolve outros cinco réus, incluindo Júlio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola. Ele é considerado o número 2 na hierarquia da facção e apontado como mandante dos crimes. Outro nome citado é o de Marcos Paulo Ferreira, conhecido como Japonês.

As defesas e a promotoria convocaram 23 testemunhas para a sessão, que ocorrerá no Plenário da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Criminal da Barra Funda. Marcola confirmou que estará presente no julgamento.

— Marco Willians nega a autoria dos fatos que lhe são imputados e confia que, perante o Tribunal do Júri, poderá apresentar suas razões de defesa, com observância a todas as garantias do devido processo legal, valendo, até lá, a presunção de inocência — disse a defesa do criminoso.

Os graves episódios de violência de maio de 2006 marcaram a segurança pública de São Paulo. Registros oficiais apontam que a facção assassinou 59 agentes públicos. Entre os dias 12 e 20 daquele mês, grupos de extermínio mataram 505 civis em represália aos ataques do grupo.

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