Júri popular foi marcado para maio de 2027
A Justiça de São Paulo definiu as datas de 11, 12 e 13 de maio de 2027 para o julgamento de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, de 58 anos. O líder do grupo narcoterrorista Primeiro Comando da Capital (PCC) responderá pela morte de um policial militar e pela tentativa de homicídio de outro no município de Jundiaí (SP).
A acusação aponta que as ordens partiram de Marcola durante a violenta onda de ataques contra as forças de segurança do Estado no mês de maio de 2006. A ação criminosa foi uma clara retaliação após a transferência e o isolamento de 765 presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) um dia antes do Dia das Mães.
Leia também1 Sem fé na política, Lobão diz que espera pela chegada dos ETs
2 Moraes aceita pedido para filha de Bolsonaro receber professor
3 General Mourão conversa com Lula em evento do Exército
4 "Lula não mexeu um dedo para beneficiar o filho", diz Haddad
5 Arrecadação soma R$ 289,346 bilhões em julho, alta de 8,97%
O policial militar Nelson Pinto, de 44 anos, foi executado com um tiro na cabeça exatos 21 anos antes da data agendada para o júri, no dia 12 de maio de 2006. Já o colega PM Marcelo Henrique dos Santos Moraes, que também estava em patrulhamento, sobreviveu mesmo após ser atingido por oito disparos.
O caso envolve outros cinco réus, incluindo Júlio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola. Ele é considerado o número 2 na hierarquia da facção e apontado como mandante dos crimes. Outro nome citado é o de Marcos Paulo Ferreira, conhecido como Japonês.
As defesas e a promotoria convocaram 23 testemunhas para a sessão, que ocorrerá no Plenário da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Criminal da Barra Funda. Marcola confirmou que estará presente no julgamento.
— Marco Willians nega a autoria dos fatos que lhe são imputados e confia que, perante o Tribunal do Júri, poderá apresentar suas razões de defesa, com observância a todas as garantias do devido processo legal, valendo, até lá, a presunção de inocência — disse a defesa do criminoso.
Os graves episódios de violência de maio de 2006 marcaram a segurança pública de São Paulo. Registros oficiais apontam que a facção assassinou 59 agentes públicos. Entre os dias 12 e 20 daquele mês, grupos de extermínio mataram 505 civis em represália aos ataques do grupo.
Postar um comentário