O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sexta-feira (10) que seu país destruirá completamente o Irã se o regime islâmico tentar ou conseguir assassinar o atual ocupante da Casa Branca.
“Mil mísseis estão prontos para serem carregados e apontados para a República Islâmica do Irã, e milhares mais os seguirão imediatamente se o governo iraniano cumprir sua ameaça, pronunciada em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o atual Presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, a mim!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Já foram dadas as ordens, e o Exército americano está preparado, disposto e capacitado, durante um período de um ano, prorrogável, para dizimar e destruir completamente todas as zonas do Irã.”
O alerta ocorreu após a divulgação, pelo The Wall Street Journal na quinta-feira (9), de que Israel compartilhou com os EUA informações de inteligência sobre um suposto plano do Irã para assassinar Trump. O relato descreve uma trama em desenvolvimento, embora não especifique quando foi transmitida nem por qual canal.
A tensão tem origem em 2020, quando o Irã prometeu publicamente matar Trump após a morte do general Qassem Soleimani, chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária, em uma operação americana. Os chamados continuaram durante as recentes cerimônias de enterro do ex-líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
Dois funcionários americanos disseram ao Channel 12 que a informação não apontava para um complô concreto, mas para conversas gerais entre dirigentes iranianos sobre a possibilidade de assassinar o mandatário. Eles estimaram que Israel entregou o material em um esforço para fortalecer a relação entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e Trump, além de influenciar a política de Washington em relação ao Irã.
Em declarações recentes, Trump fez referência aos riscos contra sua vida: “Estou em todas as listas. Vi esta manhã que estou em cada uma de suas listas. E até agora, suponho, tive um pouco de sorte, mas talvez isso não dure muito.” O presidente já enfrentou vários atentados, incluindo o tiroteio em 2024 em que uma bala raspou sua orelha.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou neste sábado (11) o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusando-o de “violar” o memorando de entendimento assinado entre os dois países em 17 de junho. “O Irã até agora cumpriu sua palavra, ao contrário do assim chamado secretário do Tesouro dos Estados Unidos, que está violando o parágrafo 9 do Memorando de Entendimento”, afirmou Araghchi em suas redes sociais.
O parágrafo 9 do pré-acordo estabelece que, “à espera de um acordo definitivo”, EUA e Irã se comprometem a “manter o status quo” da República Islâmica, o que implica que a Casa Branca “não imporá novas sanções nem deslocará forças adicionais na região”. A crítica ocorre após o governo americano incluir em sua lista de sanções Ali Ansari, considerado um “patrocinador-chave” do novo líder supremo do Irã, Mojataba Khamenei.
Gazeta Brasil
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