Julho Amarelo reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais no Brasil

Julho Amarelo reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais no Brasil

 Campanha nacional destaca importância da vacinação contra os vírus A e B, testagem regular e cuidados com a transmissão durante o mês dedicado ao combate à doença.

                                                © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira, 28/07/2026, marca o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, instituída no país pela Lei número 13.802 de 2019 com o objetivo de promover a conscientização da população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dessas enfermidades. As hepatites virais provocam inflamações agudas ou crônicas no fígado e são classificadas em cinco tipos principais: A, B, C, D e E. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, as ocorrências mais frequentes no território brasileiro envolvem os vírus A, B e C.

Na maioria dos casos, a patologia avança de maneira silenciosa por longos períodos sem apresentar manifestações clínicas evidentes. Especialistas apontam que os sintomas iniciais costumam ser confundidos com o desgaste cotidiano, englobando fadiga, mal-estar geral e perda de apetite. O doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo e diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Adriano Moraes, ressalta que o órgão possui grande reserva funcional, o que faz com que sofra inflamações por anos sem dor ou sinais aparentes. Sinais como olhos e pele amarelados, urina escura e dores abdominais surgem apenas em estágios avançados.

Complicações, desafios e prevenção

As infecções crônicas pelos vírus B, C e D podem evoluir para quadros clínicos severos, como cirrose hepática e câncer de fígado, condição associada a taxas expressivas de mortalidade e à necessidade de transplantes. O Ministério da Saúde aponta que, entre os anos de 2000 e 2024, o Brasil registrou mais de 826 mil casos da doença, com predominância da hepatite C nas notificações nacionais. Entre os principais desafios apontados pelas entidades médicas para o controle da endemia estão a baixa cobertura vacinal na rede pública, a taxa reduzida de diagnósticos precoces e as barreiras de acesso aos centros especializados de atendimento.

A principal recomendação das sociedades científicas para conter o avanço das hepatites baseia-se na tríade de prevenção por meio da vacinação, testagem periódica e cuidados rigorosos de higiene e comportamento. A imunização está disponível pelo SUS para a hepatite B a todos os públicos prioritários e para a hepatite A voltada a públicos específicos, como crianças. Médicos reforçam que a testagem para os tipos B e C deve ser realizada pelo menos uma vez na vida por toda a população, com ênfase em pessoas com mais de 40 anos e gestantes durante o acompanhamento de pré-natal, garantindo a proteção da mãe e a prevenção da transmissão vertical para o recém-nascido.

Perguntas Frequentes

O que é o Julho Amarelo e quando foi instituído no Brasil?

É uma campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais instituída em 2019 pela Lei número 13.802.

Quais são as principais formas de transmissão das hepatites virais mais comuns?

Os tipos A e E são transmitidos por água e alimentos contaminados, enquanto os tipos B, C e D ocorrem por fluidos corporais e sangue.

Qual é a recomendação dos especialistas quanto à realização de exames preventivos?

Eles orientam que toda pessoa realize a testagem para os vírus B e C ao menos uma vez, especialmente o público acima de 40 anos.

 

Com informações de Daniella Almeida – repórter da Agência Brasil

Francisco Rodrigo

Francisco Rodrigo

Jornalista formado em Comunicação Social/Jornalismo, atua no News Rondônia desde 2017. Atualmente, é chefe de redação e produz conteúdos em diferentes editorias.


Por: Francisco Rodrigo


da redação FM

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