Com 32 jogadores convocados, Campeonato Brasileiro supera marca histórica e se consolida como mercado estratégico no cenário global.
© Reuters/Jorge Silva/proibida reprodução
A Copa do Mundo de 2026, que tem início nesta quinta-feira (11), registra um marco histórico para o futebol nacional. Pela primeira vez, 32 atletas que atuam no Campeonato Brasileiro foram convocados por sete seleções diferentes, representando dez clubes da elite do país. O número representa um crescimento expressivo de 357% em relação à edição de 2022, que contou com apenas sete jogadores em atividade no Brasil, superando o recorde anterior de 1974, quando 27 nomes foram chamados.
Protagonismo das seleções
Três países lideram a lista de convocados oriundos da Série A, cada um contando com sete representantes: Brasil, Uruguai e Paraguai. A seleção brasileira tem atletas do Flamengo, Grêmio, Botafogo e Santos. Já o Uruguai conta com nomes que brilham em clubes como Flamengo, Palmeiras, Internacional e Fluminense. O Paraguai também mantém forte conexão com o futebol brasileiro, com destaques em elencos como Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG, São Paulo e Red Bull Bragantino.
O Equador aparece na sequência, com cinco jogadores do Brasileirão, incluindo um trio do Atlético-MG. A Colômbia, que vem ampliando sua representatividade nos últimos anos, convocou quatro atletas que atuam no Brasil. Argentina e Holanda completam a lista com um convocado cada.
Mercado estratégico
A presença de Memphis Depay, do Corinthians, na seleção holandesa, marca um momento histórico: é a primeira vez que um atleta europeu é convocado para uma Copa do Mundo enquanto defende uma equipe do futebol brasileiro. Segundo especialistas, esse cenário reflete a mudança de patamar do país no mercado da bola.
“Os grandes times brasileiros não têm tantos concorrentes de mercado no continente quanto os ingleses, que competem com gigantes europeus”, analisa Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil. Para Alexandre Frota, diretor-executivo da FutPro Expo, o país deixou de ser apenas um exportador de talentos. “O futebol brasileiro passou a se posicionar também como um mercado estratégico dentro da cadeia global do esporte”, conclui.
Por Lincoln Chaves - Repórter da EBC - 20
da redação FM
Postar um comentário