TSE cria comissão para fiscalizar inteligência artificial nas eleições

TSE cria comissão para fiscalizar inteligência artificial nas eleições

 Nova gestão do tribunal prioriza combate ao uso indevido de tecnologias nas eleições e estabelece novas diretrizes de segurança digital para os TREs.

                                                              © Rovena Rosa/Agência Brasil


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, promoveu nesta segunda-feira (25) sua primeira reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) após assumir o cargo. O encontro definiu como prioridade absoluta da gestão o combate ao uso inadequado da inteligência artificial nas próximas eleições. Para isso, será instituída uma comissão permanente voltada à regulação e monitoramento das novas ferramentas digitais durante as campanhas eleitorais.

O grupo de trabalho terá o prazo de 90 dias para elaborar um catálogo nacional de soluções técnicas, visando enfrentar os desafios impostos por ilícitos digitais. A comissão buscará parcerias acadêmicas com universidades especializadas em perícia tecnológica para garantir maior rigor na fiscalização. Além disso, o ministro Nunes Marques anunciou a realização de encontros diretos com legendas partidárias para reforçar a obrigatoriedade do cumprimento das normas eleitorais vigentes.

Estruturação e segurança

Reforçando a estratégia de proteção ao pleito, o TSE determinou que todos os TREs estabeleçam, no prazo de 30 dias, unidades próprias de segurança da informação. A medida visa descentralizar a proteção de dados e aumentar a capacidade de resposta regional contra possíveis ataques ou manipulações algorítmicas que possam interferir na lisura do processo eleitoral.

Desde a aprovação de novas limitações em março, a Justiça Eleitoral proibiu que provedores de inteligência artificial sugiram candidatos ou influenciem a preferência do eleitorado, independentemente de solicitação do usuário. A gestão de Nunes Marques busca, assim, blindar o sistema eleitoral e assegurar que o algoritmo não atue como agente de desequilíbrio na disputa. A expectativa é que o trabalho integrado entre TSE, TREs e instituições de pesquisa minimize os riscos de desinformação e garanta a autonomia do voto no pleito de outubro.

Por André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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