Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association em 29 de abril de 2026 revelou que a metanfetamina esteve presente em 1 a cada 6 casos de infarto do miocárdio em um hospital do norte da Califórnia, entre 2012 e 2022.
A pesquisa destacou que adultos jovens, sem fatores de risco cardíacos típicos como colesterol alto ou diabetes tipo 2, estavam entre os afetados.
O que diz a pesquisa
A Dra. Susan Zhao, chefe da Unidade de Cuidados Coronários do Santa Clara Valley Medical Center, afirmou:
“Os usuários de metanfetamina tinham o dobro de chances de morrer após um infarto, comparados aos que não usavam a substância.”
Os dados foram extraídos de mais de 1.300 prontuários de pacientes com idades entre 18 e 65 anos. Dentre eles, cerca de 200 utilizavam metanfetamina, o que representa aproximadamente 15% dos casos de infarto no período.
Perfil dos usuários
Os usuários de metanfetamina tendiam a ser mais jovens, com idade média de 52 anos, enquanto os demais pacientes infartados tinham média de 57 anos.
Além disso, esses usuários apresentavam maior propensão ao tabagismo, consumo de álcool e falta de moradia.
Alerta da médica
A Dra. Zhao ressaltou a importância de profissionais da saúde monitorarem atentamente infartos em pacientes que aparentam boa saúde e que não possuem fatores de risco clássicos para doenças cardíacas.
“As pessoas que consomem metanfetamina devem estar cientes dos riscos graves associados à saúde”, alertou.
Gazeta Brasil
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