STF faz diligência em RO sobre limites de unidades de conservação

STF faz diligência em RO sobre limites de unidades de conservação

 Lei complementar de autoria do deputado estadual Luís do Hospital (Novo) é objeto de análise no Supremo Tribunal Federal


Assembleia discute situação da Estação Ecológica Soldado da Borracha em audiência pública (Foto: Eduardo Figueiredo)

A Lei Complementar 1274/2025, de autoria do deputado estadual Luís do Hospital (Novo), é objeto de debate jurídico e trata sobre a regularização de áreas produtivas em Rondônia. A norma é alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.819, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), e será analisada com base em uma diligência técnica prevista para ocorrer no estado ainda no mês de maio.

A medida permitirá que o STF avalie, além dos documentos, a realidade das famílias que vivem e produzem em áreas transformadas em unidades de conservação, incluindo regiões como Buritis. A lei trata da readequação dos limites de reservas como Minas Novas, Rio Pardo e Soldado da Borracha, buscando conciliar a preservação ambiental com ocupações já consolidadas.

Autor da proposta, Luís do Hospital defende que a iniciativa busca corrigir distorções históricas e garantir segurança jurídica a produtores que ocupam essas regiões há décadas.

“A nossa intenção sempre foi equilibrar a preservação ambiental com o direito de quem vive e produz nessas áreas há muitos anos. Estamos falando de famílias que ajudaram a construir a economia do estado e que precisam de segurança jurídica para continuar trabalhando”, destacou o parlamentar.

A diligência no estado foi articulada pelo deputado federal Lúcio Mosquini (PL-RO), que esteve no STF para tratar do tema. A iniciativa integra um esforço conjunto entre as bancadas estadual e federal para buscar uma solução definitiva para o impasse.

Lei complementar é de autoria do deputado Luís do Hospital (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)

A expectativa é de que a visita técnica contribua para embasar o voto dos ministros do STF e avance na construção de uma decisão que concilie desenvolvimento econômico, justiça social e respeito à legislação ambiental.

TEXTO: Diana Braga I Jornalista Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO

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