“Há uma bomba lançada na fronteira entre Colômbia e Equador. Quem a colocou? A 100 metros de uma família camponesa, crianças, uma mulher e seu esposo. Quem colocou essa bomba? Uma bomba que não se dispara, talvez lançada de um avião. E esse avião, pelo peso da carga, não pode ser uma avioneta nem um drone. Como chegou ali e por quê?”, questionou o presidente colombiano.
Petro ressaltou que é essencial que a investigação esclareça os fatos, mas destacou que “o relato mundial que circula não é o da Colômbia. O relato de Colômbia, apoiado pela maioria da população desde 2022, é baseado na paz, não na guerra”. O presidente lembrou que a Constituição de 1991 estabelece a paz como princípio fundamental nas relações internacionais do país e afirmou que “nossa guerra tem sido interna, nunca externa”.
As declarações de Petro provocaram reação imediata do presidente equatoriano Daniel Noboa, que em postagem na rede social X classificou as afirmações do colombiano como falsas e defendeu as ações de seu governo no combate ao narcotráfico dentro do território equatoriano.
“Ecuador combate o narcoterrorismo desde o primeiro dia do meu mandato, atingindo todos os envolvidos, nas ruas, na política ou na função judicial que protege criminosos. Com a cooperação internacional, seguimos bombardeando locais que serviam de refúgio para esses grupos, muitos deles colombianos, que seu governo permitiu infiltrar em nosso país por falha na fronteira”, disse Noboa.
O presidente equatoriano reforçou que todas as ações militares ocorreram dentro do território do Equador e não na Colômbia, contestando diretamente a versão apresentada por Petro.
Petro já havia denunciado, durante reunião do Conselho de Ministros, a existência de uma bomba lançada por um avião próximo à fronteira colombiana, em uma região onde atuam grupos narcotraficantes. Segundo ele, a intervenção não teria sido realizada por grupos armados ilegais, mas por ação proveniente do país vizinho.
A denúncia, que agrava a tensão diplomática entre Colômbia e Equador, gerou preocupação sobre a segurança na fronteira e reforçou a necessidade de uma investigação rigorosa para apurar a veracidade dos fatos e evitar escalada de conflito entre os dois países.
Gazetal Brasil
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