Conflito no Líbano provoca deslocamento de 667 mil pessoas em uma semana

Conflito no Líbano provoca deslocamento de 667 mil pessoas em uma semana

 ONU alerta que ordens de evacuação em massa emitidas por Israel podem configurar deslocamento forçado ilegal.

                                                          © REUTERS/Claudia Greco/ Proibido reprodução


A escalada dos combates entre Israel e o grupo Hezbollah gerou uma crise humanitária aguda, forçando 667 mil pessoas a abandonarem suas casas no Líbano em apenas sete dias. De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o ritmo de deslocamento é alarmante, registrando um aumento de mais de 100 mil pessoas em um único dia, enquanto milhares de sírios que viviam no país buscam refúgio de volta à Síria.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos questionou a legalidade das ordens de evacuação de Israel, que já atingem mais de 100 cidades e vilarejos, além de áreas densamente povoadas como a periferia sul de Beirute e o Vale do Bekaa. Para as Nações Unidas, o alcance dessas ordens dificulta o cumprimento pela população e coloca em xeque a eficácia da medida como proteção humanitária, correndo o risco de violar o direito internacional por configurar deslocamento forçado.

Em paralelo, a ONG Human Rights Watch denunciou o uso de fósforo branco por parte das forças israelenses em áreas residenciais no sul do Líbano. A substância é proibida em zonas civis devido aos graves danos físicos e incêndios incontroláveis que provoca. Israel, por sua vez, afirma que suas operações são precisas e visam infraestruturas do Hezbollah, utilizando os alertas para mitigar danos colaterais.

O conflito intensificou-se após o Hezbollah retomar ataques em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã e a supostas violações do cessar-fogo firmado em novembro de 2024. Nesta terça-feira, 10, o grupo libanês lançou novos ataques contra o território israelense, alegando autodefesa contra a agressão às vilas libanesas. O sistema de saúde local já sente o impacto direto, com a OMS confirmando o fechamento de 43 centros de saúde e dois hospitais devido à insegurança nas áreas de combate

Por Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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