A Dra. Tatiana Sampaio, da UFRJ, desenvolveu uma ponte biológica que permite a regeneração de nervos e a reconexão de sinais elétricos na medula.
reprodução midiajur
Nos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Dra. Tatiana Sampaio vem transformando o tratamento de lesões medulares. Sua descoberta, a polilaminina, atua como um “andaime biológico” que possibilita a regeneração de tecidos nervosos antes considerados irrecuperáveis pela medicina tradicional.
A base da pesquisa é a laminina, uma proteína da matriz extracelular que possui um curioso formato de cruz sob o microscópio. Na biologia, essa estrutura funciona como um guia para as células. Ao polimerizar essa proteína, a equipe brasileira criou uma rede robusta capaz de orientar o crescimento de neurônios.
Diferente das pesquisas internacionais que focam em chips e exoesqueletos, o trabalho de Sampaio aposta na regeneração orgânica. A técnica consiste em injetar a polilaminina no local do trauma, criando uma ponte que permite aos axônios atravessarem a cicatriz da lesão e restabelecerem a comunicação nervosa.
Um dos casos mais emblemáticos é o de Bruno Drummond, que recuperou movimentos após uma aplicação experimental logo após um acidente de mergulho. O sucesso do procedimento desafia o antigo diagnóstico de que lesões medulares completas seriam permanentes, provando a eficácia da abordagem biológica.
Além da eficácia, a terapia brasileira apresenta uma vantagem econômica significativa. Produzida a partir de proteínas extraídas de placentas, o tratamento possui potencial para ser muito mais acessível que implantes eletrônicos, facilitando uma futura implementação pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, a Dra. Tatiana e sua equipe buscam novos financiamentos para ampliar os testes clínicos em larga escala. A meta é estabelecer a injeção de polilaminina como um protocolo padrão de emergência, agindo nas primeiras horas após o trauma para evitar a paralisia permanente em novos pacientes.
Por midiajur - 20
da redação FM
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