O Ministério da Saúde confirmou, até agora, 81 casos de mpox no Brasil em 2026, com a maioria dos pacientes apresentando evolução clínica leve ou moderada e nenhum óbito registrado até o momento. Em 2025, o país teve 1.079 casos e dois óbitos.
A distribuição dos casos por estado é a seguinte:
São Paulo: 57
Rio de Janeiro: 13
Rondônia: 4
Minas Gerais: 3
Rio Grande do Sul: 2
Distrito Federal: 1
Paraná: 1
A mpox, causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, é uma doença zoonótica, podendo ser transmitida de animais para humanos, principalmente roedores silvestres. Atualmente, a principal forma de contágio ocorre entre pessoas, principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais (pus e sangue), secreções respiratórias em situações de proximidade prolongada, e por objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Os sintomas geralmente surgem entre três e 16 dias após o contato com o vírus, podendo se estender até 21 dias. Entre os sinais mais comuns estão:
Erupções ou lesões na pele
Febre
Ínguas (linfonodos inchados)
Dor de cabeça
Dores no corpo
Calafrios
Fraqueza
As lesões cutâneas, característica mais marcante da doença, evoluem em quatro fases:
Macular: manchas avermelhadas na pele
Papular: feridas elevadas
Vesicular: surgimento de bolhas
Pustulosa: formação de pústulas com pontas brancas, que depois formam crostas e descamam
O diagnóstico é feito principalmente por exame de PCR, podendo também ser realizado por sequenciamento genético do material das lesões. A transmissão do vírus ocorre desde o início dos sintomas até que Não há, até o momento, medicamento específico para tratar a mpox. O tratamento é sintomático, e a doença costuma evoluir de forma leve a moderada, durando entre duas e quatro semanas. as lesões estejam completamente cicatrizadas.
A vacinação é recomendada para grupos com maior risco de formas graves da doença, incluindo:
Pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais
Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus
Pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde
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