Entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24), fortes chuvas atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, provocando um cenário de destruição. O volume de chuva chegou a 180 mm em alguns pontos, gerando desabamentos de casas, deslizamentos de terra, enxurradas e alagamentos.
No bairro Paineiras, em Juiz de Fora, um barranco caiu sobre um prédio e duas casas, deixando pelo menos 15 moradores presos, enquanto duas edificações foram totalmente soterradas. Vídeos obtidos pela imprensa mostram moradores desesperados, gritando por socorro e tentando escapar do desabamento, além de carros sendo arrastados pelas enxurradas.
O número de vítimas na região chegou a 23 mortes — 16 em Juiz de Fora e 7 em Ubá —, com pelo menos uma pessoa ainda desaparecida. Em Juiz de Fora, bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa foram severamente afetados. Em Ubá, o rio local transbordou, provocando a maior inundação da cidade nos últimos anos.
O município de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública, válido por 180 dias, e suspendeu as aulas na rede municipal e estadual. Duas escolas foram abertas para acolher desabrigados: Murilo Mendes, no Alto Grajaú, e Camilo Ayupe, no Paineiras. A Defesa Civil e o SAMU permanecem mobilizados para resgates e atendimento emergencial.
O total de chuva acumulado em Juiz de Fora chegou a 584 mm, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso da história da cidade, com quase quatro vezes o volume médio esperado. As autoridades alertam para o risco de novos deslizamentos e enchentes, pedindo que a população evite deslocamentos desnecessários.
Gazeta Brasil
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