Tema mostrou a diferença entre os dois candidatos
Nesta sexta-feira (23), durante debate presidencial, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) cobrou de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicações sobre a falta de saneamento básico no Brasil. Ao direcionar a discussão para a Região Norte, Flávio prometeu ampliar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto, enquanto o presidente rebateu as críticas sem assumir um compromisso específico para a região.
– Eu quero falar pra você, que mora na região Norte e sofre tanto com a falta de esgoto tratado, sofre tanto com dificuldade de ter acesso a água potável na sua casa, eu vou ajudar você – declarou Flávio, ao apresentar sua proposta.
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O candidato também afirmou que pretende recuperar a meta de atender mais de 90% da população com serviços de saneamento até 2033. Segundo ele, o prazo foi adiado para depois de 2050 durante o atual governo. Flávio ainda prometeu criar o maior programa de saneamento básico de Belém, no Pará, onde criticou a presença de esgoto a céu aberto em áreas habitadas.
A cobrança ocorreu após Flávio citar dados sobre a falta de infraestrutura sanitária no país e questionar a posição do PT sobre o marco legal do saneamento. Lula respondeu atacando o conhecimento do adversário sobre a Amazônia e mencionou investimentos realizados em saúde, estradas, portos e saneamento na região.
– Eu fiz 91 mil quilômetros de ônibus, de barco, de trem, para conhecer o Brasil. Para não ficar falando bobagem quando te perguntam do Brasil – afirmou Lula, ao defender sua experiência política e criticar o adversário.
Apesar de contestar as acusações, o presidente não detalhou novas metas de expansão do saneamento para os estados do Norte. Em sua resposta final, Lula concentrou as críticas na política ambiental do governo anterior e defendeu a preservação da floresta como fonte de oportunidades econômicas.
A situação regional reforça a dimensão do problema. Segundo os dados do Instituto Trata Brasil apresentados como referência para o debate, aproximadamente 62,4% da população do Norte tem acesso à água tratada, enquanto a coleta de esgoto alcança uma parcela muito menor dos moradores. Menos de 20% do esgoto gerado na região recebe tratamento, cenário que afeta a saúde e as condições de vida de milhões de brasileiros.
Pleno News

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