Entidades de imprensa expressam profunda indignação com interferência judicial que implodiu debate da Globo

Entidades de imprensa expressam profunda indignação com interferência judicial que implodiu debate da Globo

 

Foto: Antonio Augusto/STF


Abert, Aner e ANJ manifestam “profunda indignação” com decisões que proibiram púlpito vazio e impuseram participação de Renan Santos; entidades falam em “agressão à liberdade de imprensa”

As principais associações de imprensa do país se manifestaram na noite desta quinta-feira (1º) após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) externaram “profunda indignação” com a “intervenção judicial nas regras previamente definidas” que levou ao cancelamento do evento.

As entidades se referem às decisões da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não iria ao debate, bem como a formulação de perguntas que seriam feitas ao petista. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no encontro.

As entidades afirmam que as decisões representam uma “agressão à liberdade de imprensa” por “forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”. As entidades também dizem que os “excessos judiciais” prejudicaram o direito dos eleitores de conhecer as propostas dos candidatos que já haviam sido convidados e haviam confirmado participação no debate.

Veja a nota completa

NOTA OFICIAL

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.

As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.

Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.

01/10/2026

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT)

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER)

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)


Gazeta Brasil

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