Segundo o Exército e o Shin Bet (agência de segurança interna), Sakr tinha ligações com redes extremistas e apareceu em um vídeo amplamente divulgado durante a invasão, no qual era visto levando Argamani de motocicleta para o interior de Gaza após o casal ser capturado no festival de música Nova. A gravação tornou-se uma das imagens mais emblemáticas daquela data, mostrando Argamani gritando por socorro enquanto era levada e Or sendo separado à força e obrigado a marchar sob escolta dos captores.
Resgate e libertação
Argamani, nascida em Israel e filha de mãe chinesa, foi resgatada em junho de 2024, após 245 dias em cativeiro, em uma operação conjunta que mobilizou o Exército, o Shin Bet e a polícia israelense — ação que resultou na morte de um oficial da unidade antiterrorista. Já Or permaneceu em cativeiro por 738 dias e só foi libertado em outubro de 2025, como parte de um acordo de troca de prisioneiros, reencontrando Noa dois anos após a separação no festival.
O ataque contra Sakr foi executado pela Unidade Gideonim 33 da Polícia israelense. De acordo com as forças de segurança, o militante forneceu armamentos ao Hamas durante o conflito e, mais recentemente, estaria planejando novos atentados contra tropas e civis israelenses em cooperação com alas militares do Hamas e da Jihad Islâmica, o que violaria os termos do cessar-fogo.
Outro comandante morto na semana passada
O Exército e o Shin Bet também confirmaram a morte de Muhammad Hamad Muhammad Ghabain, comandante do Hamas apontado como participante na vigilância de reféns como Ziv Berman, Gali Berman, Eitan Mor, Liri Albag, Agam Berger, Matan Angrest, Omri Miran, Keith Siegel e Alon Ohel — todos libertados em diferentes etapas do processo negociado em 2025. Segundo as autoridades israelenses, Ghabain também atuava na reorganização do grupo e no fomento de novos ataques.
Novos ataques em Gaza apesar da trégua
Os anúncios ocorrem em meio a uma nova série de bombardeios israelenses na Faixa de Gaza neste fim de semana. No domingo, um ataque com drone em Mawasi, próximo a Khan Younis, matou um palestino identificado como Odai Adli Al Assar, de 28 anos, segundo funcionários do hospital Al Naser. Na véspera, outras duas mortes haviam sido registradas no enclave, incluindo a de Sakr.
Apesar da vigência de um acordo de cessar-fogo há quase um ano, o Exército israelense mantém ataques diários direcionados a alvos específicos ou contra palestinos que se aproximam das áreas controladas por tropas na linha de separação.
Gazeta Brasil
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