Acordo previa quitar R$ 40 milhões com participações em empresas ligadas a um avião Legacy 650 e a um helicóptero Airbus
O contrato foi assinado em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços. Entre as atividades estavam consultoria jurídica, atuação em procedimentos administrativos, acompanhamento de investigações e representação em processos judiciais.
O documento também permitia que os honorários fossem pagos por transferência bancária ou por dação em pagamento, com bens imóveis, móveis ou serviços.
Sete dias depois, em 19 de maio, a Viking e o escritório assinaram um acordo para definir como os R$ 50 milhões seriam quitados. Desse valor, R$ 40 milhões seriam pagos com participações em duas empresas ligadas a aeronaves.
Uma dessas empresas era dona de um avião Legacy 650. A outra estava em processo de compra de um helicóptero Airbus EC 155 B1.
Na prática, o Barci de Moraes receberia 33,33% da empresa ligada ao avião e 20% da empresa ligada ao helicóptero. Essas participações seriam contabilizadas como pagamento de R$ 40 milhões dos honorários.
O acordo previa ainda que o escritório poderia usar as aeronaves desde a assinatura, respeitadas as regras de compartilhamento entre os sócios. Os R$ 10 milhões restantes seriam quitados por meio do reembolso de despesas relacionadas ao uso e à aquisição das aeronaves.
O contrato com a Viking foi firmado depois de outro acordo entre o próprio Banco Master e o Barci de Moraes. Assinado em janeiro de 2024, o primeiro contrato previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos, o equivalente a R$ 108 milhões ao longo de três anos, caso fosse integralmente cumprido.
Juntos, os dois contratos previam até R$ 158 milhões em honorários. As informações constam de relatório da Polícia Federal e de contratos anexados aos autos do processo no STF. O material se tornou público nesta terça-feira (1º), após o ministro André Mendonça determinar o levantamento do sigilo do caso.
Como a CNN mostrou, o contrato com o escritório de Barci era considerado prioritário por Vorcaro. Em uma das conversas, Vorcaro afirma que o pagamento ao escritório não poderia “atrasar um dia” e era considerado "o mais importante".



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