Trump suspende “maior ataque desde a 2ª Guerra” contra o Irã e anuncia negociações

Trump suspende “maior ataque desde a 2ª Guerra” contra o Irã e anuncia negociações

 


Presidente dos EUA afirmou que suspendeu ofensiva a pedido de Teerã e de países vizinhos; Irã nega ter feito o pedido e diz que forças estão em “máximo alerta”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (2) que novas conversas com o Irã terão início na segunda-feira (3), após ter cancelado um ataque militar contra o regime que classificou como “o maior desde a Segunda Guerra Mundial”. Trump afirmou que a suspensão da operação foi uma resposta a pedidos diretos de Teerã e de países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

“Iria ser um ataque que teria sido, de longe, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, mas eles nos pediram para não fazer. Disseram: ‘Por favor, não façam’”, declarou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One. Segundo ele, os países envolvidos veem uma oportunidade para alcançar um acordo, especialmente em torno do Estreito de Ormuz e do programa nuclear iraniano.

Acordo preliminar e termos

No sábado (1º), após horas de incerteza, Trump anunciou o cancelamento dos ataques contra Teerã após alcançar um acordo preliminar. O pacto, que também contaria com a adesão de Israel, incluiria a abertura “imediata, completa e total” do Estreito de Ormuz e “o fim da ameaça nuclear iraniana”.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que os EUA estavam preparados para atacar com “um nível de terror militar, força e poderio não visto desde a Segunda Guerra Mundial”, mas que cedeu ao pedido de cancelamento “pelo bem do mundo e, assim também, pela sobrevivência de um Irã próspero”.

Irã nega pedido e mantém alerta

A agência de notícias estatal Mehr, do Irã, negou que as autoridades tenham solicitado a suspensão dos ataques. Citando fontes militares, a agência classificou a declaração de Trump como “mais uma mentira” e afirmou que as forças armadas iranianas permanecem em “máximo alerta e prontas para qualquer eventualidade”.

Em paralelo, Teerã anunciou estar próximo de alcançar um acordo com Omã sobre uma nova rota no Estreito de Ormuz. O regime insistiu que as negociações são estritamente bilaterais e descartou qualquer participação dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores iraniano também reiterou que “o Estreito de Ormuz não voltará ao seu estado anterior sob nenhuma circunstância”, em referência ao regime de navegação vigente antes da escalada do conflito.

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                                            da redação FM

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