Mundo - Ataques ucranianos forçam paralisação de oleoduto que leva petróleo do Cazaquistão à Rússia

Mundo - Ataques ucranianos forçam paralisação de oleoduto que leva petróleo do Cazaquistão à Rússia

 

O CPC transporta petróleo do Cazaquistão até o porto russo de Novorossiisk; país garantiu que continua recebendo e armazenando o produto. Zelensky anunciou novos ataques e afirmou que forças ucranianas afundaram cargueiro russo.


O Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) confirmou a suspensão temporária das operações do duto que transporta petróleo bruto do Cazaquistão até o terminal russo de Novorossiisk, no Mar Negro. A paralisação ocorre na esteira de uma sequência de ataques ucranianos contra embarcações e infraestruturas na região.

Apesar da interrupção no bombeamento, o Ministério da Energia do Cazaquistão garantiu que a infraestrutura continua operando na recepção e estocagem.

“O CPC suspendeu temporariamente as operações do oleoduto. No entanto, segue recebendo petróleo dos transportadores e continua enchendo o parque de tanques”, informou a assessora do ministério, Asel Serikpaeva.

Ataques a navios e nova ofensiva de Zelensky

As águas próximas ao terminal marítimo do CPC têm sido alvo frequente de incursões. Em 20 de julho, o consórcio já havia paralisado o carregamento de petróleo no local, o que forçou o Cazaquistão a reduzir pontualmente sua produção.

Neste domingo (2), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou novas ações militares contra a infraestrutura petrolífera da Rússia no Mar Negro e no Mar de Azov. Zelensky afirmou ainda que forças ucranianas afundaram o cargueiro russo Yanina, pertencente à estatal Rosatom. Os 17 tripulantes foram resgatados sem ferimentos.

O diretor-executivo da Rosatom, Alexei Likhachev, confirmou o naufrágio e classificou o ataque como “pirataria e roubo em alto-mar”. O presidente ucraniano acrescentou que três refinarias de petróleo na república de Bascortostão, no sudoeste da Rússia, também foram atingidas por drones.

Cazaquistão descarta fechamento definitivo

Apesar das recorrentes paralisações e da escalada no Mar Negro, o Ministério da Energia do Cazaquistão negou a possibilidade de encerramento definitivo das operações do oleoduto, rota pela qual o país escoa a maior parte de sua produção para o mercado global:

“Em alguns veículos de comunicação surgiram informações sobre um possível fechamento total das operações do CPC. Este cenário não está sendo considerado”, garantiu a pasta em nota oficial.


Gazeta Brasil

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