Saiba quanto o presidente da FIFA ganharia com projeto de venda da Copa do Mundo

Saiba quanto o presidente da FIFA ganharia com projeto de venda da Copa do Mundo

 



Jornal The Times revelou que o presidente da entidade teria remuneração equiparável à de um CEO se o FIFA Forward Enterprise fosse adiante; o plano foi arquivado após forte rejeição de confederações continentais, que ameaçaram boicotar a Copa do Mundo.

A FIFA vivenciou uma semana de forte turbulência após o recuo de seu presidente, Gianni Infantino, no projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), uma proposta que visava abrir o capital de grandes competições da entidade a investidores privados. Infantino desistiu da ideia de vender participações na Copa do Mundo após uma reação em cadeia das principais confederações do futebol mundial.

O jornal britânico The Times, responsável por revelar a existência do projeto, divulgou que Infantino teria um salto financeiro substancial em seus vencimentos caso o modelo fosse aprovado. Segundo dados oficiais da FIFA, o salário bruto atual do dirigente é de US$ 4,8 milhões por ano (cerca de US$ 2,6 milhões em vencimentos fixos e US$ 2,2 milhões em bônus).

Com a aprovação do FFE, Infantino assumiria o comando executivo do fundo privado, e seus ganhos anuais passariam para a casa dos US$ 64 milhões.

Rejeição em bloco e ameaça de boicote

A aprovação do projeto exigia ao menos 106 votos favoráveis entre as 211 federações-membro, além do aval do Conselho da FIFA. Contudo, a resistência conjunta da UEFA, da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC) retirou qualquer viabilidade política do plano. A postura de reserva da Conmebol selou o fim da proposta.

A UEFA liderou a oposição. O presidente da entidade europeia, Aleksander Čeferin, ameaçou retirar suas seleções dos torneios organizados pela FIFA:

“Nenhuma seleção nacional da UEFA participará de qualquer competição da FIFA enquanto estas propostas continuarem vigentes. Há coisas valiosas demais para serem vendidas. A Copa do Mundo pertence ao futebol. Enquanto a Europa tiver voz, ela jamais estará à venda”, declarou a UEFA em nota.

Na sequência, as 41 federações da Concacaf alinharam-se ao posicionamento europeu, manifestando “profunda preocupação com a falta de garantias processuais, o prazo artificialmente curto e a ausência de revisão pelos órgãos de governança da FIFA”. A AFC ratificou que não havia consenso, enquanto a Conmebol solicitou dados adicionais e evitou apoiar a medida.

Recuo de Infantino

Em vídeo publicado no dia 29 de julho, Infantino havia defendido a proposta destacando o repasse financeiro às federações:

“O financiamento por meio do programa FIFA Forward aumentaria significativamente para cada federação-membro, passando dos US$ 8 milhões atuais para US$ 20 milhões de imediato.”

Ao anunciar o cancelamento do projeto diante da crise institucional instaurada, o dirigente reconheceu o impacto negativo:

“O projeto gerou divisões. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Em consequência, esta proposta não avançará.”

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                                                                  da redação FM

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