Pastor orienta pais a lidar com birras em público sem abrir mão de limites

Pastor orienta pais a lidar com birras em público sem abrir mão de limites

 Josué Gonçalves defende equilíbrio entre afeto e disciplina e afirma que pais não devem educar os filhos sob pressão do julgamento alheio


A orientação bíblica para a educação dos filhos envolve a combinação entre cuidado, correção e disciplina. A partir desse princípio, o pastor Josué Gonçalves, terapeuta de família, orienta os pais sobre como agir quando uma criança grita ou faz birra em público, situação que pode provocar constrangimento e levar os adultos a reagirem de maneira impulsiva.

Segundo o pastor, o primeiro passo diante de uma crise infantil é o adulto manter o próprio controle emocional. “O primeiro passo não é controlar ele, é controlar você. Respire”, aconselha.

Para Gonçalves, a preocupação com os olhares e comentários de outras pessoas não deve determinar a maneira como os pais conduzem a situação. “A birra dele não é sobre o que os outros vão pensar de você como pai”, afirma.

Uma das recomendações é evitar elevar o tom de voz e tentar estabelecer contato com a criança de maneira tranquila. “Abaixe até a altura dele, fale baixo, não grite mais alto que ele”, orienta.

O pastor sugere ainda que os pais reconheçam o sentimento da criança, mas mantenham o limite estabelecido. Uma possibilidade, segundo ele, é dizer: “Eu vejo que você está muito bravo e está tudo bem sentir isso, mas não vou fazer o que você quer só porque você gritou”.

Para o terapeuta de família, ceder à exigência da criança apenas para interromper a cena ou evitar constrangimentos pode enfraquecer a autoridade dos pais. Por isso, ele recomenda sustentar a orientação com serenidade, sem permitir que a reação das pessoas ao redor determine a decisão.

Após o episódio, Gonçalves aconselha que os pais retomem o assunto em casa, quando a criança estiver mais calma. O especialista também ressalta que uma crise de comportamento da criança não significa, por si só, que os pais estejam falhando na educação.

“Você não está sendo um pai ruim porque seu filho fez birra. Está sendo um bom pai porque não vai deixar que o julgamento dos outros decida como você educa”, afirma.

Na avaliação do pastor, a autoridade parental deve ser exercida sem perder a dimensão do vínculo afetivo. “Isso é força e não fraqueza. Agora, não se esqueça: a gente precisa equilibrar. É afeto com disciplina”, conclui.



 Comunhão

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