Trump anuncia acordo para desarmar Hamas; saiba os detalhes do plano

Trump anuncia acordo para desarmar Hamas; saiba os detalhes do plano

 

                                                 (Official White House Photo by Daniel Torok)


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira (30) que a Junta de Paz — organismo multilateral composto por 27 países — alcançou um acordo para o “desarme completo” do Hamas e de outras facções armadas na Faixa de Gaza. Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump classificou o pacto como um “passo histórico” e afirmou que a implementação ocorrerá de forma gradual.

O plano, que integra a proposta de 20 pontos de Washington para o enclave palestino, estabelece que a retirada progressiva das forças de Israel ocorrerá em paralelo ao desarmamento. Para garantir a transição, uma Força Internacional de Estabilização atuará em conjunto com uma nova polícia palestina assumindo o controle da segurança local.

Mediação e transição administrativa

O anúncio é fruto de semanas de intensas negociações mediadas por Egito, Catar e Turquia. Segundo fontes ligadas às agências AFP e Reuters, o plano prevê:

  • Destruição de túneis, depósitos e fábricas de armamentos em Gaza;

  • Transferência da gestão do território para um governo técnico palestino no pós-guerra;

  • Transição gradual da segurança interna para forças policiais e internacionais.

Trump agradeceu a atuação dos países mediadores e elogiou o empenho da diplomacia norte-americana na condução do pacto.

Impasses e desafios na execução

Apesar do anúncio, a aplicação prática do plano ainda enfrenta gargalos complexos. O desarmamento irrestrito do Hamas sempre foi o maior obstáculo diplomático das negociações. Embora o grupo tenha sinalizado abertura para limitar seu poderio militar, exigências atreladas ao fim definitivo das operações de Israel e prazos de retirada ainda dependem de garantias formais.

Por outro lado, o governo israelense mantém a exigência de que o Hamas entregue todo o seu arsenal e que a infraestrutura militar responsável pelos ataques de 7 de outubro seja completamente desmantelada.

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                                    da redação FM

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