SUS começa a substituir insulina NPH pela glargina

SUS começa a substituir insulina NPH pela glargina

 Ministério da Saúde inicia distribuição da insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos com diabetes, com expectativa de ampliar a qualidade do tratamento no SUS.

                                                                                  © MS/Divulgação


O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina, considerada uma alternativa mais moderna para o tratamento do diabetes. A medida contempla pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Segundo o Ministério da Saúde, a mudança busca oferecer um tratamento mais eficiente, seguro e com maior qualidade de vida aos usuários do SUS.

Mais de 254 mil unidades já foram distribuídas

Até esta segunda-feira (13), o Ministério da Saúde informou que enviou mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados brasileiros. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis, que serão utilizadas na aplicação do medicamento.

A previsão é que todas as unidades da Federação recebam os insumos até o final de julho.

Medicamento oferece ação prolongada

A insulina glargina possui ação prolongada e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária. Embora alguns pacientes possam necessitar de até três aplicações por dia, o medicamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia quando comparado à insulina NPH.

De acordo com o Ministério da Saúde, a nova terapia reduz o risco de episódios de hipoglicemia, um dos principais desafios enfrentados por pessoas com diabetes em uso de insulina.

Como conseguir a insulina glargina pelo SUS

O acesso ao medicamento será realizado mediante avaliação clínica e prescrição médica. Os pacientes devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima levando a receita médica devidamente emitida e assinada.

No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina.

Equipe multiprofissional fará avaliação

Antes da troca do medicamento, os pacientes passarão por avaliação realizada por uma equipe multiprofissional. O objetivo é verificar se a substituição é indicada para cada caso clínico.

Além da insulina glargina, os usuários receberão:

caneta reutilizável para aplicação;
agulhas necessárias para utilização do medicamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a caneta fornecida pelo SUS possui validade estimada de três anos.

Benefícios esperados

Com a adoção da insulina glargina, o governo federal espera melhorar o controle glicêmico dos pacientes e reduzir complicações associadas ao diabetes.

A expectativa também é diminuir episódios de hipoglicemia, facilitar a adesão ao tratamento e oferecer mais conforto para quem depende da aplicação diária de insulina.

Perguntas frequentes

Quem poderá receber a insulina glargina pelo SUS?

Crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Onde solicitar o medicamento?

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante apresentação de receita médica e avaliação da equipe de saúde.

Quantas aplicações por dia são necessárias?

Na maioria dos casos, apenas uma aplicação diária é suficiente, embora alguns pacientes possam precisar de mais aplicações.

O SUS fornecerá a caneta aplicadora?

Sim. O Ministério da Saúde distribuirá canetas reutilizáveis com validade aproximada de três anos, além das agulhas necessárias.

 

Com informações de Agência Brasil

Fonte: Francisco Rodrigo

da redação FM

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