Preço dos alimentos vira embate eleitoral entre Lula e oposição

Preço dos alimentos vira embate eleitoral entre Lula e oposição

 Senador Flávio Bolsonaro ressaltou nos últimos dias os preços altos dos alimentos


Supermercado Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

A alta no preço dos alimentos surgiu nas últimas semanas como o primeiro dos embates da eleição presidencial deste ano. De um lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou vídeos nas redes sociais mostrando o valor de produtos em supermercados e açougues para criticar o aumento do custo de vida. Do outro, o governo Lula (PT) reagiu às comparações e acusa a oposição de utilizar dados fora de contexto.

Nos últimos dias, Flávio divulgou gravações em que percorre supermercados em Brasília e coloca no carrinho produtos como leite, ovos, café, detergente, cerveja e carnes. Em outra publicação, o senador apareceu em um açougue afirmando que R$ 100 não foram suficientes para comprar todos os itens que pretendia para um churrasco.

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A percepção da população acompanha esse cenário. Uma pesquisa Genial/Quaest apontou que 66% dos brasileiros acreditam que os preços dos alimentos continuam subindo. O índice chegou a 72% em abril e permaneceu elevado mesmo após desacelerar nos meses seguintes. O levantamento também mostra que 68% dos entrevistados consideram que o poder de compra diminuiu nos últimos anos.

O tema remete à campanha presidencial de 2022, quando Lula utilizou o aumento do custo de vida para criticar o então governo de Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o petista prometeu que os brasileiros voltariam a consumir alimentos como picanha e cerveja, promessa que acabou se transformando em um dos principais símbolos explorados agora pela oposição.

O governo respondeu às críticas por meio do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Guilherme Boulos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que Flávio utilizou comparações com preços de 2019, início do governo de Jair Bolsonaro, e não com os valores praticados ao final da gestão. Segundo o ministro, a metodologia distorce a evolução dos preços.

Para a gestão petista, a má notícia é que estudos econômicos apontam que a evolução do custo de vida pode influenciar diretamente a avaliação do governo. Um levantamento da gestora Kinitro indica que a perda de poder de compra das famílias reduz os índices de aprovação do governo e tende a neutralizar eventuais efeitos positivos de indicadores como crescimento do emprego e da renda.

Pleno News - 

Paulo Moura


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