Medida proíbe venda, distribuição e uso de medicamentos irregulares e também veta 18 produtos naturais de duas empresas, além do Mega Viril Lótus Nutri
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de lotes falsificados de Mounjaro, medicamento utilizado para tratar obesidade e diabetes tipo 2, nesta sexta-feira (10/7). Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.
De acordo com a agência, a empresa responsável pelo produto original denunciou ter identificado produtos com características distintas ao medicamento verdadeiro sendo disponíveis no mercado, como a utilização de número de série incompatível com o lote informado, erro na grafia do rótulo, além do dispositivo incompatível com o produto.
Os lotes afetados foram: Mounjaro 10mg 855044 e Mounjaro 15mg D880403, MJR 257 e D854901. A decisão da Anvisa ainda determina a apreensão de medicamentos sem registro, notificação ou cadastro, fabricados por empresas sem autorização de funcionamento.
A mesma medida anunciada nesta sexta-feira proibiu 8 produtos da marca PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. Me, CNPJ: 12.316.032/0001- 80, e 9 produtos da Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda, CNPJ: 48.244.369/0001-76. Além do Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela Muwiz Indústria e Laboratório Ltda., CNPJ: 08.787.804/0001-94). Confira a lista:
PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. Me
Dia Forte Lótus Nutri
Tribulus Terrestris com Maca Natumix
Amora Branca Natumix
Sucupira Natumix
Espinheira Santa Natumix
Mounjaro Natumix
Ora Pro Nóbis Natumix
Ozempic Natural Natumix
Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda
Calm Je's
Lipo Je's
Bálsamo Je's Algas Marinhas
Cura Je's
Milagroso
Liberta Álcool Je's
Ouvido Bem Je's
Bálsamo Je's Colmavit 2
O Correio tenta contato com as empresas responsáveis. O espaço permanece aberto.
Alerta
Em nota conjunta, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) reforçam que pacientes devem utilizar exclusivamente medicamentos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O posicionamento foi motivado pelo aumento da circulação, no Brasil, de versões alternativas de medicamentos à base de análogos de GLP-1 e GIP, como semaglutida e tirzepatida, frequentemente importadas do Paraguai sem autorização da Anvisa.
Segundo as entidades, embora esses produtos possam ser legalmente comercializados naquele país, essa autorização não tem validade em território brasileiro. A nota destaca ainda que o comércio desses medicamentos movimenta milhões de dólares na fronteira entre os dois países e vem crescendo nos últimos meses.
As sociedades médicas afirmam que medicamentos biotecnológicos como semaglutida e tirzepatida exigem processos de fabricação altamente complexos, com rígido controle de qualidade para garantir identidade molecular, pureza, estabilidade, esterilidade e desempenho clínico.
Como são administrados por via subcutânea, também dependem de condições adequadas de armazenamento e transporte. Esses requisitos, ressaltam as entidades, fazem parte do processo de avaliação conduzido por agências reguladoras como a Anvisa e a agência norte-americana FDA.
CB
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