Governo brasileiro publica recomendação para evitar deslocamentos para países da região devido à escalada de conflitos militares envolvendo Irã e Estados Unidos.
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Diante da evolução das tensões no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores emitiu um alerta consular para desaconselhar viagens de brasileiros para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina na Faixa de Gaza e Iêmen. A nota oficial, divulgada por meio de redes sociais, também orienta que sejam evitadas viagens não essenciais para Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.
O Itamaraty recomendou aos cidadãos brasileiros que já se encontram nos países afetados que acompanhem os canais oficiais das embaixadas e sigam rigorosamente as instruções de segurança locais. Entre as cautelas exigidas estão evitar aglomerações e protestos, abster-se de fotografar instalações militares e abster-se de publicar conteúdos nas redes sociais que possam ser interpretados pelas autoridades como ameaças à segurança nacional.
A emissão do alerta ocorre em meio a novos episódios de hostilidades na região, incluindo ataques reivindicados pela Guarda Revolucionária do Irã contra alvos no Bahrein e no Kuwait, além de operações militares conduzidas pelos Estados Unidos. A instabilidade geopolítica também provocou impacto imediato nos mercados internacionais, com a alta de 2% no preço do barril de petróleo Brent, que alcançou 90 dólares.
Perguntas Frequentes
Quais países tiveram viagens totalmente desaconselhadas pelo Itamaraty?
O Ministério das Relações Exteriores desaconselhou viagens para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina na Faixa de Gaza e Iêmen.
Quais orientações foram repassadas aos brasileiros que residem ou estão na região?
O governo orienta a evitar multidões, não fotografar instalações ou operações militares e não divulgar conteúdos sensíveis sobre o conflito nas redes sociais.
Como o conflito afetou o mercado internacional de energia?
Com a escalada da guerra no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo Brent subiu cerca de 2%, atingindo 90 dólares.
Com informações de Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

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