SAÚDE
Resultados de estudo sobre o medicamento animaram a comunidade médica
Vídeos que circularam nas redes sociais nos últimos dias mostram médicos oncologistas aplaudindo os resultados de um novo medicamento contra o câncer de pâncreas durante o congresso RASolute 302, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado no penúltimo fim de semana de maio, em Chicago, nos Estados Unidos.
A reação dos especialistas ocorreu após a apresentação dos dados do daraxonrasib, medicamento oral que ainda não foi aprovado para uso comercial em nenhum país. Nos Estados Unidos, porém, a agência reguladora FDA já autorizou o acesso expandido ao tratamento para pacientes fora dos estudos clínicos.
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O fármaco atua diretamente sobre a proteína RAS, considerada um dos principais fatores envolvidos no crescimento do câncer de pâncreas. Os resultados do estudo de fase 3 foram apresentados no congresso e publicados na revista científica New England Journal of Medicine.
A pesquisa mostrou que pacientes com adenocarcinoma pancreático avançado que já haviam falhado em um tratamento anterior tiveram uma sobrevida mediana de 13,2 meses com o uso do medicamento. Entre aqueles que receberam a quimioterapia padrão, a sobrevida foi de 6,7 meses.
Além do aumento na expectativa de vida, os participantes que utilizaram o comprimido relataram demora maior no agravamento da dor e melhor qualidade de vida em comparação aos pacientes submetidos à quimioterapia convencional. O estudo também apontou uma redução de cerca de 60% no risco de morte.
O daraxonrasib é administrado em dose diária e apresentou um perfil de segurança considerado controlável pelos pesquisadores, com boa tolerância entre os pacientes avaliados.
Apesar dos resultados considerados promissores, especialistas alertam que o medicamento ainda precisa passar pelos processos regulatórios antes de chegar ao mercado. Na Europa, o pedido de aprovação ainda não foi apresentado às autoridades competentes, e a expectativa é que a disponibilização não ocorra antes de 2027.
No Brasil, o caminho tende a ser mais longo. Além da análise da Anvisa, seria necessário passar pelos processos de incorporação ao SUS e de cobertura pelos planos de saúde antes que o tratamento esteja amplamente disponível aos pacientes.
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Pleno News
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