Boletim Focus aponta décima quinta alta consecutiva para o IPCA em 2026, mantendo o indicador acima do teto da meta estabelecida pelo CMN.
© Marcello Casal JrAgência Brasil
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu de 5,3% para 5,33% neste ano. O dado consta no Boletim Focus desta segunda-feira (22), divulgado pelo Banco Central. Esta é a décima quinta semana consecutiva de alta nas estimativas, fazendo com que o indicador supere o limite superior da meta de inflação, que é de 4,5%. A meta central, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%.
Taxa Selic e incertezas econômicas
Para conter a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última semana, o colegiado reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual pela terceira vez consecutiva, apesar das pressões nos preços de combustíveis e alimentos causadas pelo conflito no Oriente Médio.
A previsão dos analistas para a Selic ao final de 2026 também foi ajustada, passando de 13,75% para 14% ao ano. O mercado espera que a próxima reunião do Copom, agendada para agosto, marque a última redução do juro neste ano. Em cenários de taxas elevadas, o crédito torna-se mais caro, o que pode reduzir o consumo e frear a expansão econômica. Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo.
PIB e câmbio
Apesar das pressões inflacionárias, as instituições financeiras elevaram ligeiramente a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a estimativa de expansão da economia permanece em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029 projeta-se um crescimento de 2%. Em relação ao câmbio, o mercado financeiro prevê que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20.
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM
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