Ataques em Gaza deixam mortos em meio a negociações de trégua

Ataques em Gaza deixam mortos em meio a negociações de trégua

 Violência ocorre enquanto mediadores tentam viabilizar a segunda fase do plano de paz de Donald Trump para o conflito na região.

                            © REUTERS/Dawoud Abu Alkas


Pelo menos seis palestinos morreram neste domingo (14) em decorrência de ataques aéreos e ações militares de Israel na Faixa de Gaza. Segundo autoridades de saúde locais, quatro das vítimas foram atingidas nas proximidades do Hospital Al-Yeman Al-Saeed, no campo de refugiados de Jabalia, ao norte do território. Outros dois faleceram em incidentes distintos registrados em Khan Younis e na Cidade de Gaza. As Forças Armadas israelenses não emitiram comunicados imediatos sobre essas operações.

Esforços de mediação em impasse

O novo episódio de violência coincide com a conclusão de uma rodada de negociações entre mediadores do Egito, Catar e Turquia e representantes do Hamas. O grupo discutia a implementação da segunda fase do plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses do enclave. Embora o Hamas e outras facções tenham entregue uma resposta por escrito a um plano de 15 pontos, o consenso ainda não foi alcançado.

Fontes próximas ao processo indicam que as partes chegaram a um acordo em 14 dos 15 itens propostos. O ponto central de discordância permanece sendo o desarmamento. Enquanto Israel exige que o Hamas entregue o poder e não participe de qualquer governança futura em Gaza, o grupo militante vincula o desarmamento total ao início de um processo político concreto que conduza à criação de um Estado palestino.

Contexto de instabilidade

O cenário em Gaza permanece crítico. Desde a trégua de outubro de 2025, que não interrompeu totalmente as hostilidades, mais de 950 pessoas foram mortas em ataques israelenses, segundo dados de saúde palestinos. Israel, por sua vez, sustenta que suas operações são medidas preventivas necessárias para neutralizar ameaças imediatas de militantes na região. O Hamas argumenta que o impasse persiste devido ao descumprimento de obrigações da primeira fase do acordo anterior por parte de Israel, mantendo o conflito em uma trajetória de incertezas.

Por Nidal al-Mughrabi - 20

da redação FM

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem