No vibrante clássico, mesmo em casa, o líder Palmeiras só empatou com o Santos, em 1 a 1. Abel errou em começar o jogo sem Allan e Sosa. Neymar não jogou porque acredita que o piso sintético pode prejudicar suas articulações. Menos uma partida para tentar convencer Ancelotti
“O time está jogando bem com ou sem ele (Neymar), porque temos feito bons jogos até nas derrotas. Hoje foi bom jogo, na Bahia, na derrota para o Flamengo, em Buenos Aires.”
Cuca era só felicidade depois do empate do Santos contra o Palmeiras, hoje, no Allianz Parque.
Embora os santistas estejam só a um ponto do rebaixamento, não perder para o líder do Brasileiro foi resultado significativo.
“Era um jogo difícil contra líder do campeonato, em um campo difícil, e até conseguimos um resultado importante. Agora é trabalhar para voltarmos a vencer”, resumiu Rollheiser.
Se a sensação era de vitória dos santistas, do lado palmeirense, não. Apesar de ser um clássico, no planejamento do Brasileiro, este jogo não era para outro resultado a não ser somar três pontos.
Mas o time foi mal.
Principalmente no primeiro tempo, quando saiu perdendo o jogo. E dominado pelo rival.
O futebol decepcionante valeu vaias da torcida que lotou o Allianz Parque, esperando uma noite de celebração. O elenco palmeirense é muito melhor que o do Santos.
Poupar Sosa e Allan foi um péssimo negócio.
O time de Abel só melhorou no segundo tempo, quando os dois entraram.
No final, houve enorme blitz palmeirense.
Mas sem coordenação ofensiva.
O excesso de cruzamentos foi irritante.
As chances saíam da marcação pressão, corajosa, vibrante.
Como deveria ser desde o primeiro minuto de jogo. E não aconteceu.
Cuca conseguiu, nos duelos individuais, travar Andreas Pereira e Marlon Freitas, que deveriam articular as jogadas ofensivas do Palmeiras.
Rolleiser marcou 1 a 0 aos 25 minutos do primeiro tempo, enervando os jogadores do Palmeiras, que passaram a errar passes fáceis.
Sem Neymar, o Santos mostrava espírito coletivo muito mais forte. E poder de recomposição, tirando espaço do Palmeiras.
O privilegiado do esquema foi Gabigol, que segue sem força física para marcar e com pouca velocidade.
As vaias que o Palmeiras recebeu ao final do primeiro tempo foram mais que merecidas. A atuação do time era decepcionante.
No segundo tempo, a equipe de Abel Ferreira, que tinha no banco seu auxiliar João Martins comandando o elenco, partiu para a frente. Abriu espaço para o Santos contragolpear.
O jogo passou a ser muito emocionante, sem técnica, usando mais a vontade e correria do que talento com a bola nos pés.
Empurrado pela torcida, o Palmeiras conseguiu o empate, depois de excepcional assistência de Andreas Pereira, cruzando para Flaco López empurrar para as redes.
O gol foi aos 18 minutos.
Havia a perspectiva no Allianz da virada.
Mas faltou consciência, lucidez para o líder do Brasileiro coordenar a busca do 2 a 1, diante da matreira estratégia de Cuca, recuando sua equipe no 5-4-1. Na retomada, tentativa de contragolpes com atacantes tentando explorar as costas dos volantes palmeirenses.
O número de finalizações dá ideia da montanha russa que foi o clássico.
19 para o Palmeiras e 13 para o Santos.
No final, o empate, que foi resultado ruim para o time de Abel.
E ótimo para o Santos, que escapou da derrota no Allianz.

A grande notícia para o futebol brasileiro foi o retorno de Paulinho.
O atacante que ficou 302 dias longe do futebol por fraturas por stress na tíbia (osso da canela) direita, voltou a atuar pelo Palmeiras.
“Claro que é um dia emocionante para mim, marcando minha volta aos jogos depois de um momento muito difícil. Nove meses de muita luta, muita resiliência, em que precisei buscar apoio, ajudas, de todas as maneiras, tanto física quanto mental.
“Quero agradecer ao grupo e ao estafe por me deixarem pertencer ao grupo, porque é complicado quando fica fora. Consegui jogar o Mundial, mas não cheguei a estar no dia a dia com o grupo como atleta normal, e me ajudaram muito.
“Mês de maio será importante para mim, a parada do campo, para dar uma desinflamada no corpo. Quero voltar aos 100% para ajudar o Palmeiras, fazer gols, dar títulos, porque o Palmeiras merece.”
Os custos totais de Paulinho, comprado junto ao Atlético Mineiro, foram de R$ 162 milhões...
R7
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