STF forma maioria para tornar Silas Malafaia réu por injúria contra generais

STF forma maioria para tornar Silas Malafaia réu por injúria contra generais

 Ministros rejeitam calúnia por entender que falas não atribuíram crime a pessoas específicas


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta terça-feira (28), para tornar o pastor Silas Malafaia réu por injúria contra generais do Exército, ao mesmo tempo em que afastou a acusação de calúnia.

Os ministros entenderam que as declarações do pastor tiveram caráter genérico em relação à instituição, sem apontar crimes a pessoas específicas — requisito necessário para configurar calúnia. O entendimento foi seguido por Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

A denúncia tem como base falas feitas por Malafaia durante um ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista. Na ocasião, ele chamou generais de quatro estrelas de “frouxos”, “omissos” e “covardes”.

Para Zanin, as declarações não configuram calúnia porque não houve atribuição direta de crime a indivíduos. Já o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia tanto por injúria quanto por calúnia, sendo acompanhado por Flávio Dino. Com empate nesse ponto, prevaleceu o entendimento mais favorável ao réu, conforme o Código de Processo Penal.

Com a decisão, Malafaia passa à condição de réu, e o processo segue para a fase de instrução, quando serão colhidas provas e ouvidas testemunhas antes do julgamento final.

O caso está sendo analisado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em sessão presencial, após pedido de destaque que levou o julgamento do ambiente virtual ao plenário físico.

Defesa

Durante a tramitação do processo, a defesa de Malafaia disse que o pastor usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.

Os advogados também afirmaram que o pastor se retratou das declarações e acrescentaram que ele não pode ser julgado pelo STF porque não tem foro privilegiado.

*Com informações da Agência Brasil

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