Segundo as investigações, Camisotti é apontado como um dos principais nomes do chamado “núcleo financeiro” do esquema. Ele foi o primeiro investigado a firmar uma delação diretamente com a Polícia Federal — algo inédito até então.
No acordo, o empresário se comprometeu a devolver cerca de R$ 400 milhões. O valor é maior do que o montante que ele afirma ter recebido com as fraudes, estimado em pouco mais de R$ 200 milhões. A diferença inclui correções e possíveis penalidades. Os recursos devem ser destinados aos cofres públicos e também a aposentados prejudicados.
O envio do acordo à PGR faz parte do procedimento padrão. Cabe ao órgão avaliar o conteúdo da delação e decidir se concorda com os termos antes que o ministro relator tome uma decisão final. Só depois dessa análise é que Mendonça decidirá se homologa — ou não — o acordo.
A proposta ainda pode passar por ajustes, caso a PGR identifique a necessidade de mais informações. Além disso, os valores finais a serem devolvidos ainda serão definidos com base na legislação que trata de organizações criminosas.
Durante a investigação, a Polícia Federal colheu cerca de dez depoimentos de Camisotti. No mês passado, ele foi transferido do presídio de Guarulhos para a sede da PF em São Paulo para concluir os detalhes da colaboração.
O empresário foi preso na mesma operação que deteve Antônio Camilo Antunes, outro investigado no caso, que segue detido.
Na ocasião, os agentes apreenderam mais de R$ 2 milhões em bens, incluindo carros e motos de luxo, obras de arte e outros itens de alto valor. O caso continua em investigação.
Gazeta Brasil
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