A mídia estatal iraniana informou que oito pessoas morreram e 95 ficaram feridas no ataque a uma rodovia que liga Teerã à cidade de Karaj. Diversos veículos confirmaram as imagens compartilhadas por Trump, mostrando o colapso de uma seção significativa da ponte B1, atingida por ataques aéreos em duas ocasiões na quinta-feira. Fotografias do local mostram uma grande brecha no vão central, além de equipamentos de construção em ambos os lados da estrutura.
O ataque gerou repercussões imediatas na região e nos mercados internacionais. Trump mencionou que, caso o Irã não avançasse nas negociações, os Estados Unidos poderiam atacar a infraestrutura elétrica e petrolífera do país. Ele também disse que o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã durante o conflito, seria reaberto assim que a guerra terminasse, e que os países dependentes do petróleo do Golfo deveriam assumir a liderança na proteção do trânsito de petróleo, com apoio americano.
Internamente, Trump enfrenta crescente desaprovação à guerra: pesquisa Reuters/Ipsos indica que 60% dos eleitores desaprovam o conflito e 66% defendem uma resolução rápida, mesmo que não sejam cumpridos todos os objetivos iniciais. Apesar da pressão, o presidente não detalhou o fim da campanha militar e reforçou que, se o Irã não negociar, as operações continuarão a se intensificar.
Autoridades americanas também mencionaram a possibilidade de confiscar o estoque de urânio enriquecido do Irã e controlar áreas estratégicas, como a costa e a ilha de Kharg, vitais para exportações de petróleo. A chegada de milhares de soldados adicionais à região do Golfo reforça a mensagem de que os Estados Unidos mantêm todas as opções militares em aberto.
Gazeta Brasil
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