Mundo - Trump ameaça “devolver Irã à Idade da Pedra” e dá novo prazo para finalizar ofensiva

Mundo - Trump ameaça “devolver Irã à Idade da Pedra” e dá novo prazo para finalizar ofensiva

 


Em um discurso direto da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os objetivos estratégicos da guerra contra o Irã estão “próximos de serem concluídos” e indicou que novas ações militares podem ocorrer nas próximas semanas.

“Esta noite me complace dizer que esses objetivos estratégicos fundamentais estão perto de serem concluídos”, declarou o presidente. Ele destacou ainda que, nas últimas semanas, as forças armadas americanas obtiveram “vitórias rápidas, decisivas e esmagadoras no campo de batalha”.

Segundo Trump, os Estados Unidos continuarão avançando até atingir completamente suas metas. “Graças aos progressos alcançados, estamos no caminho para concluir todos os objetivos em breve, muito em breve”, afirmou.

Ameaça de novos ataques e possível escalada do conflito

O presidente indicou que o país se prepara para uma nova fase da ofensiva militar. “Vamos atacá-los com muita força”, disse. Em tom mais duro, acrescentou que, caso não haja acordo com Teerã, os EUA poderão intensificar significativamente as ações.

“Se não houver um acordo nesse período, temos alvos importantes em vista. Vamos atingir todas as centrais elétricas, provavelmente de forma simultânea”, declarou. Em outro momento, afirmou que os ataques poderiam “levá-los de volta à Idade da Pedra”.

Apesar da retórica agressiva, Trump negou que a mudança de regime seja o objetivo principal da operação. Ainda assim, mencionou que alterações no comando iraniano já teriam ocorrido após a morte de um líder, sem fornecer mais detalhes.

Justificativa: impedir armas nucleares

Trump reforçou que a ofensiva tem como principal motivação impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Segundo ele, essa promessa vem desde o início de sua trajetória política.

“Desde o primeiro dia da minha candidatura, em 2015, prometi que jamais permitiria que o Irã tivesse uma arma nuclear”, afirmou. O presidente acrescentou que, embora o tema tenha sido amplamente discutido ao longo dos anos, seria necessário agir de forma concreta.

Divergências com o Irã e tensão diplomática

Mais cedo, Trump havia sugerido que o governo iraniano buscava um cessar-fogo. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do país negou a informação e acusou Washington de apresentar exigências “maximalistas e irracionais”.

O presidente norte-americano também tem enviado sinais contraditórios sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para transporte de petróleo. Em um momento, afirmou que a reabertura da via não era prioridade; em outro, condicionou um possível cessar-fogo à sua liberação total.

Impactos econômicos e queda de popularidade

Internamente, a guerra tem afetado a popularidade de Trump. Pesquisas recentes indicam que sua aprovação caiu para menos de 40%, enquanto a rejeição ultrapassa 55%. Analistas apontam que o desgaste está ligado tanto à condução do conflito quanto aos efeitos econômicos.

O preço dos combustíveis subiu significativamente, com a gasolina ultrapassando US$ 4 por galão pela primeira vez em anos. Além disso, a confiança do consumidor foi impactada, aumentando a pressão sobre a economia americana.

No cenário internacional, os mercados reagiram ao discurso mais otimista do presidente. Bolsas globais registraram alta, enquanto o petróleo do tipo Brent superou os US$ 105 por barril. Ainda assim, especialistas alertam que os riscos permanecem elevados, especialmente devido à instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Relações internacionais sob pressão

As ações do governo também têm gerado atritos com aliados históricos. Trump chegou a sugerir uma reavaliação da participação dos Estados Unidos na OTAN, após países europeus se recusarem a apoiar a campanha militar contra o Irã.

Essa postura pode aprofundar tensões diplomáticas já existentes, agravadas por disputas comerciais e divergências estratégicas recentes.

Situação militar e incertezas

No campo de batalha, forças dos Estados Unidos e de Israel já atingiram milhares de alvos, causando danos significativos à infraestrutura militar iraniana. Apesar disso, o governo em Teerã permanece no poder, e o conflito continua sem uma solução definitiva.

Especialistas avaliam que, embora haja avanços militares, os impactos econômicos globais e a instabilidade política levantam dúvidas sobre a viabilidade de um desfecho rápido para a guerra.

Gazeta Brasil

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