Com as atualizações, o programa passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Antes, o limite era menor, especialmente na faixa voltada à classe média.
Também houve reajuste no valor dos imóveis que podem ser financiados. Na Faixa 3, o teto subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, voltada para a classe média, o valor máximo passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil. As Faixas 1 e 2 continuam com limites regionais que podem chegar a R$ 275 mil, dependendo do tamanho do município.
Segundo a Caixa Econômica Federal, famílias com renda em torno de R$ 3 mil, que antes estavam na Faixa 2, podem passar a ser enquadradas na Faixa 1, o que garante juros menores. A redução pode chegar a pelo menos 0,25 ponto percentual, o que diminui o custo total do financiamento ao longo do contrato.
Novos limites de renda
Com as mudanças, as faixas de renda do programa ficam assim:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: até R$ 5.000
- Faixa 3: até R$ 9.600
- Faixa 4: até R$ 13 mil
As Faixas 1, 2 e 3 contam com subsídios do governo e juros mais baixos. Já a Faixa 4, voltada à classe média, não tem subsídio direto, mas oferece juros reduzidos e imóveis de maior valor.
Como ficam os valores dos imóveis
Os novos tetos variam de acordo com a faixa e a cidade:
- Faixas 1 e 2: até R$ 275 mil (com variações regionais)
- Faixa 3: até R$ 400 mil
- Faixa 4: até R$ 600 mil
Juros e prazos
As taxas de juros variam conforme a renda. Famílias com renda de até R$ 9.600 têm juros entre 4% e 8,16% ao ano, com possibilidade de redução para quem é cotista do FGTS. Já na Faixa 4, a taxa é de cerca de 10% ao ano.
Os prazos de pagamento podem chegar a 420 meses, o equivalente a 35 anos.
Simulação do financiamento
As famílias interessadas podem fazer simulações no site ou no aplicativo Habitação Caixa. O processo é simples:
- Acessar o simulador da Caixa
- Informar renda, valor do imóvel e localização
- Verificar faixa, juros e possíveis subsídios
Impacto no setor
O governo federal tem meta de alcançar 3 milhões de unidades contratadas neste ano pelo programa. O Minha Casa, Minha Vida também teve forte impacto no mercado imobiliário em 2025, respondendo por metade dos lançamentos do setor.
No ano passado, foram mais de 453 mil unidades lançadas, com crescimento de 10,6% no setor e valor recorde de R$ 292,3 bilhões.
Com as novas regras, a expectativa é de aumento na demanda, impulsionado pela ampliação da renda atendida, pela queda da taxa de juros e pela maior disponibilidade de recursos do FGTS para habitação.
Gazeta Brasil
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