Ação do Governo Federal busca conter impactos da doença e garantir segurança alimentar a famílias em situação de vulnerabilidade.
Imagem gerada por IA.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou, nesta segunda-feira (6), a entrega de 2 mil cestas de alimentos a famílias indígenas na região de Dourados, em meio à situação de emergência provocada pelo avanço da chikungunya. A ação integra uma força-tarefa do Governo Federal voltada ao enfrentamento da crise sanitária e à garantia de segurança alimentar às populações mais vulneráveis.
De acordo com levantamento da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), cerca de 2 mil famílias indígenas enfrentam insegurança alimentar e nutricional na região. Nesta primeira etapa, três caminhões foram mobilizados para transportar as cestas, fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), dentro do Plano de Trabalho nº 04/2025 da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA).
A operação é coordenada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com apoio do Ministério da Saúde, Defesa Civil e equipes de assistência social. Outras duas etapas estão previstas para maio e junho, totalizando 6 mil cestas distribuídas. Cada unidade contém cerca de 21,5 quilos de alimentos essenciais, como arroz, feijão, leite em pó, óleo, farinha, macarrão, açúcar, flocos de milho, sardinha e sal.
Além da distribuição, a estrutura da unidade armazenadora da Conab em Dourados foi disponibilizada como base logística da operação, garantindo suporte às equipes, armazenamento de insumos e apoio aos veículos envolvidos.
O reforço federal ocorre diante do agravamento do cenário epidemiológico. Dados atualizados até 2 de abril apontam 2.812 notificações de chikungunya, com 1.198 casos confirmados. A maior concentração está nas aldeias indígenas, que representam 68,6% das confirmações. Até o momento, foram registrados cinco óbitos, todos entre indígenas.
Desde meados de março, o Governo Federal intensificou as ações com o envio da Força Nacional do SUS, ampliação do atendimento e medidas de vigilância. Entre as estratégias estão a busca ativa de casos, visitas domiciliares, eliminação de criadouros e campanhas educativas nas comunidades.
Para reforçar a coordenação, foi instalada uma Sala de Situação em Brasília, com monitoramento permanente. No território indígena, a atuação envolve diferentes ministérios e equipes especializadas, incluindo centenas de agentes de saúde e saneamento, além de reforço logístico com veículos e equipamentos.
A resposta inclui ainda capacitação de profissionais de saúde, padronização de protocolos clínicos e envio de mensagens de prevenção para mais de 234 mil moradores, em português e línguas indígenas.
Com a iniciativa, o Governo Federal busca conter o avanço da doença, reduzir os impactos sociais e garantir assistência imediata às comunidades indígenas, que concentram os maiores índices da doença na região.
Por 'CONAB - Assessoria de Imprensa' - 50
da redação FM
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