Economia
Esse foi o primeiro mês impactado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito acabou afetando o mercado internacional de petróleo, principalmente após problemas no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte do produto. Com isso, o preço dos combustíveis subiu e pressionou a inflação.
No acumulado de 12 meses, a inflação também acelerou: passou de 3,81% em fevereiro para 4,14% em março. O resultado ficou acima das expectativas do mercado financeiro, que esperava uma taxa abaixo de 4% a partir de março.
De acordo com o Banco Central, o cenário internacional aumentou as incertezas econômicas. A instituição afirmou que, se o conflito se prolongar, os impactos podem ser “significativos e duradouros”, afetando tanto a inflação quanto a atividade econômica.
Em março, o Banco Central estimou que há cerca de 30% de chance de a inflação ultrapassar o teto da meta, que é de 4,5%. A meta central é de 3%. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que ainda é preciso tempo para entender os efeitos da guerra na economia e defendeu cautela na condução da política monetária.
O Copom reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 15% para 14,75% ao ano, mas informou que os próximos passos vão depender da evolução do conflito e do cenário econômico global.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1979 e é o principal indicador da inflação no país. Ele considera a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias, como alimentação, transporte, habitação, saúde, educação e outros itens do dia a dia.
Em março, as maiores altas foram registradas nos grupos de transportes, com aumento de 1,64%, e alimentação e bebidas, que subiu 1,56%. Esses dois setores foram os principais responsáveis pela aceleração da inflação no mês.
Gazeta Brasil
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