Em entrevista à CNN Brasil, o senador disse que a situação pode indicar uma possível tentativa de ocultar informações relevantes sobre investigações em andamento.
“Uma pessoa que está ali sob a custódia do Estado, que tem toda uma quantidade de informações a revelar sobre os novos escândalos financeiros que hoje o Brasil começa a conhecer e também políticos, essa pessoa acaba se matando. Isso precisa ser acompanhado de perto porque nos parece, em primeiro momento, a possibilidade até de uma queima de arquivo”, afirmou.
Diante do caso, Viana enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitando uma série de esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do custodiado.
No documento, o senador pede um relatório circunstanciado com descrição cronológica dos fatos que antecederam a morte, identificação da unidade da PF onde Mourão estava detido e das autoridades responsáveis pela custódia no momento do ocorrido. O parlamentar também solicitou informações sobre os protocolos de vigilância e monitoramento do local, incluindo a existência de câmeras e registros disponíveis.
Além disso, o ofício pede detalhes sobre a última verificação feita pelos agentes antes da constatação da morte, eventuais informações preliminares de laudos periciais e quais providências administrativas e investigativas já foram adotadas pela Polícia Federal para esclarecer o episódio.
O senador afirmou ainda que encaminhará um novo pedido ao Ministério da Justiça para que o caso seja acompanhado de perto.
“Para que seja feito um acompanhamento severo de toda a investigação, para que a gente possa esclarecer de fato tudo o que aconteceu nessa morte”, declarou.
Gazeta Brasil
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