Fotografias divulgadas mostram os destroços do E-3 Sentry, aeronave de controle e vigilância crítica para rastrear drones, mísseis e aviões a centenas de quilômetros de distância. O impacto ocorreu na sexta-feira, no contexto do conflito entre Irã e forças americanas na região.
Segundo o Coronel da Força Aérea, John ‘JV’ Venable, a perda da aeronave é “um grande problema”, já que a frota de E-3s é limitada e não há substitutos imediatos. “Isso prejudica a capacidade dos EUA de monitorar o Golfo e manter a consciência situacional”, disse ao Wall Street Journal.
A Força Aérea americana conta atualmente com apenas 16 E-3 Sentry, produzidos até 1992. O Pentágono planeja substituí-los pelos Boeing E-7 Wedgetail, ao custo de 700 milhões de dólares por unidade.
O ataque também deixou feridos pelo menos 12 militares americanos, cinco em estado grave, segundo a PBS. Imagens mostram a fuselagem parcialmente destruída, a seção traseira do avião separada e colapsada na pista, e equipes de pessoal em trajes de proteção inspecionando os destroços. A destruição concentra-se na parte traseira, onde ficam o domo rotativo do radar e os sistemas eletrônicos de vigilância.
O avião destruído, de número de cauda 81-0005, era um E-3G Sentry pertencente ao 552º Air Control Wing, com base na Tinker Air Force Base, em Oklahoma. A frota de E-3s é fundamental para operações aéreas americanas, fornecendo vigilância em tempo real, comando e controle em grandes áreas de batalha. Com a perda desta aeronave, a capacidade operacional da Força Aérea dos EUA foi ainda mais reduzida.
O ataque faz parte de uma ofensiva coordenada do Irã, que lançou seis mísseis balísticos e 29 drones contra a base. A ação marca um dos mais significativos ataques diretos a ativos militares dos EUA na região desde o início do conflito. Desde então, mais de 300 militares americanos ficaram feridos, dos quais cerca de 30 permanecem afastados das operações e pelo menos dez estão gravemente feridos.
O conflito já resultou em mortes. O sargento do Exército, Benjamin N. Pennington, de 26 anos, foi ferido em 1º de março na mesma base e posteriormente morreu. Ao todo, 13 militares americanos perderam a vida na guerra.
Em resposta, os EUA ampliaram significativamente sua presença militar no Oriente Médio, com cerca de 50 mil tropas posicionadas na região, incluindo frotas de navios de guerra, dois porta-aviões e grupos anfíbios, como o USS Tripoli, transportando aproximadamente 2.500 fuzileiros navais.
O Irã, por sua vez, intensificou ataques a Israel e a estados árabes do Golfo, além de pressionar mercados globais de energia através do controle do estreito de Ormuz. A escalada resultou em aumento do preço do petróleo e instabilidade nas cadeias de suprimentos internacionais.
O presidente Donald Trump alertou que o Irã deve reabrir o estreito de Ormuz, estabelecendo o prazo de 6 de abril, enquanto esforços diplomáticos continuam, embora o país persista em não negociar.
Gazeta Brasil
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