Expectativa de crescimento da economia segue em 1,82% e IPCA é projetado em 3,91% para este ano, segundo dados do Banco Central.
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O cenário econômico brasileiro para 2026 inicia a semana com sinais de estabilidade, de acordo com a mais recente edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (9). O relatório, que consolida a visão de mais de uma centena de instituições financeiras, mostra que as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação oficial (IPCA) não sofreram alterações em relação ao levantamento anterior.
A projeção para o crescimento da economia neste ano permanece em 1,82%. O dado reflete um ritmo de expansão mais moderado após o fechamento de 2025, quando o PIB avançou 2,3% sob a liderança do setor agropecuário. Para os anos de 2028 e 2029, a expectativa dos analistas é de uma leve aceleração, com o país crescendo na casa dos 2%. No mercado de câmbio, a estimativa para o dólar ao fim de 2026 foi mantida em R$ 5,41.
No que diz respeito à variação de preços, o mercado manteve a previsão do IPCA em 3,91% para 2026. Este índice é fundamental, pois serve como termômetro para a política de juros do país. Atualmente, a meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, mas o sistema permite uma margem de tolerância de até 4,5%. Com a projeção atual em 3,91%, o indicador permanece dentro do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Mesmo com a estabilidade na projeção anual, o mercado segue atento aos impactos sazonais, como a alta registrada em janeiro nos preços da energia elétrica e dos combustíveis, que levaram a inflação daquele mês a 0,33%. Os novos dados oficiais sobre o comportamento dos preços em fevereiro serão conhecidos na próxima quinta-feira (12).
Diferente do PIB e da inflação, a previsão para a Taxa Selic sofreu um pequeno ajuste para cima nesta edição. Os analistas elevaram a expectativa da taxa básica de juros para o fim de 2026, passando de 12% para 12,13% ao ano. Atualmente, a Selic está fixada em 15%, o nível mais alto em quase duas décadas, utilizado como ferramenta restritiva para frear a demanda e garantir que a inflação não saia do controle.
O Comitê de Política Monetária (Copom) já sinalizou que poderá iniciar um ciclo de reduções na próxima reunião, marcada para março, desde que o cenário econômico não apresente surpresas negativas. No entanto, o mercado financeiro recalibrou suas apostas, prevendo que os juros cairão de forma um pouco mais lenta do que o esperado anteriormente, mantendo o custo do crédito elevado por mais tempo para consolidar a queda dos preços.
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM
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