Irã se mobiliza contra possível ataque terrestre dos Estados Unidos

Irã se mobiliza contra possível ataque terrestre dos Estados Unidos

 Presidente do Parlamento iraniano rejeita "rendição" enquanto fuzileiros navais norte-americanos desembarcam na região; crise global de energia se agrava com fechamento do Estreito de Ormuz.

                                                                              © REUTERS/Khalil Ashawi/ Proibido reprodução


O governo do Irã declarou, neste domingo (29), que está preparado para enfrentar uma incursão terrestre das forças armadas dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de adotar uma estratégia ambígua: enviar mensagens sobre negociações enquanto planeja secretamente a mobilização de tropas. A tensão escalou com a chegada do primeiro contingente de fuzileiros navais norte-americanos ao Oriente Médio na última sexta-feira, intensificando os rumores de uma invasão por terra em território iraniano.

O Pentágono estaria avaliando planos que envolvem forças especiais e infantaria convencional para operações de longa duração. Embora o Secretário de Estado, Marco Rubio, tenha afirmado que os objetivos americanos podem ser alcançados sem o uso de botas no chão, a presença militar visa garantir “máxima flexibilidade” ao presidente Donald Trump. Enquanto isso, o Irã mantém uma postura de resistência, afirmando que jamais aceitará a humilhação de uma rendição forçada.

Diplomacia em Islamabad e riscos à navegação global

Paralelamente aos movimentos militares, uma reunião de emergência ocorreu no Paquistão entre ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Turquia e Egito. O objetivo é mediar um cessar-fogo e discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, via crucial por onde passa 20% do petróleo e gás mundial. A Turquia lidera uma proposta para garantir a passagem segura de navios, mas o Irã já apresentou suas próprias contrapropostas ao plano de 15 pontos sugerido anteriormente pelos Estados Unidos.

A entrada dos rebeldes houthis do Iêmen no conflito, com ataques diretos contra Israel, adiciona uma nova camada de risco ao transporte marítimo no Mar Vermelho. Analistas alertam que o fechamento efetivo das rotas comerciais na Península Arábica pode causar a maior interrupção no fornecimento de energia da história. Em Porto Velho, o monitoramento internacional de preços de combustíveis reflete a instabilidade, enquanto as potências globais correm contra o tempo para evitar que a guerra por procuração se transforme em um confronto terrestre de escala imprevisível.

Por Ariba Shahid e Nayera Abdallah - 20

da redação FM

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