Brasil entra em “alerta máximo” com explosão de casos de sarampo nas Américas

Brasil entra em “alerta máximo” com explosão de casos de sarampo nas Américas

 Em apenas dois meses de 2026, o continente registrou metade de todas as infecções de 2025; Ministério da Saúde intensifica bloqueio vacinal em fronteiras e áreas turísticas.

                                                                © Tomaz Silva/Agência Brasil


O Ministério da Saúde declarou estado de alerta máximo em todo o território nacional devido ao avanço acelerado do sarampo nas Américas. Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) revelam um cenário preocupante: entre 1º de janeiro e 5 de março de 2026, o continente confirmou 7.145 casos, o que representa quase 50% do total registrado em todo o ano passado (14.891 casos). No Brasil, a confirmação de uma bebê de 6 meses infectada em São Paulo, após viagem à Bolívia, disparou protocolos de emergência.

O diretor do PNI, Eder Gatti, ressaltou que o país mantém o certificado de área livre da doença, reconquistado em 2024, mas a vigilância precisa ser rigorosa para evitar a transmissão sustentada. “O cenário internacional nos obriga ao alerta total. Precisamos continuar vacinando e promovendo ações específicas onde a cobertura está baixa”, afirmou. A preocupação aumenta com a proximidade da Copa do Mundo na América do Norte (EUA, México e Canadá), países que hoje lideram o ranking de infecções e devem atrair grande fluxo de turistas brasileiros.

Estratégia de Bloqueio e “Dose Zero”

Para conter o avanço do vírus, o governo adota o bloqueio vacinal imediato diante de qualquer suspeita. A estratégia consiste em:

Identificação e Notificação: Monitoramento de todos que tiveram contato com o doente.

Busca Ativa: Agentes de saúde realizam varreduras de casa em casa no entorno do caso suspeito.

Dose Zero: Bebês de 6 meses a 1 ano em áreas de risco recebem uma dose extra (antecipada), embora ainda precisem cumprir o calendário normal aos 12 e 15 meses.

Desafios da Cobertura Vacinal

A principal fragilidade do Brasil hoje reside na conclusão do esquema vacinal. Em 2025, embora a adesão à primeira dose tenha sido alta (92,5%), a segunda dose essencial para a imunidade duradoura atingiu apenas 77,9%. O Ministério reforça que todas as pessoas até 59 anos sem comprovante de vacinação devem procurar uma unidade de saúde. A meta é blindar não apenas as fronteiras terrestres, mas também os grandes polos turísticos nacionais, como o Pantanal, a Amazônia e o litoral, que recebem milhares de estrangeiros diariamente.

Por Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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